Páginas

sexta-feira, 7 de julho de 2017


BUSCA E USO DA INFORMAÇÃO POR ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO

Marinalva Luiza de Almeida[1]
Técnico Administrativo da Biblioteca Setorial do CH - SB/UEL

Na sociedade atual a informação tornou-se imprescindível para direcionar as pessoas no meio profissional, educacional e pessoal. No entanto, a grande quantidade de informação disponível nas variadas fontes de informações requer das pessoas habilidades para gerir e extrair o que realmente é relevante para possibilitar o preenchimento da falta de conhecimentos. Verifica-se que à medida que a tecnologia se desenvolve, possibilita o aumento e disseminação de informações, assim pressionando as pessoas a se atualizarem.
Com relação aos estudantes de graduação constata-se que eles precisam de informações para o estudo e pesquisa, assim, a demanda de trabalhos e a consequente busca e uso da informação poderão desencadear sentimentos como ansiedades e incertezas, principalmente em estudantes que não possuem as habilidades necessárias desenvolvidas. Desse modo, observa-se a importância de uma biblioteca universitária com recursos informacionais atualizados e profissionais competentes para auxiliar os estudantes ao realizar a sua busca de informação.

Comportamento Informacional

No procedimento de busca e uso de informação, as pessoas tendem a atuar de maneira distinta, cada uma de acordo com seu conhecimento prévio e suas necessidades. Como afirma Bartalo, Di Chiara e Contani (2011) o comportamento informacional é um entre os vários comportamentos humanos e acrescentam que o comportamento informacional é decorrente das atividades desenvolvidas para suprir a necessidade de informação. O comportamento informacional envolve diversas ações, desde o estabelecimento das necessidades de informação até a busca e o uso de recursos informacionais para satisfazê-las.
A pessoa percebe a necessidade de informação quando se depara com um problema e verifica que seus conhecimentos prévios não são suficientes para resolvê-lo. Assim, reconhece a necessidade de buscar novas informações. Geralmente inicia-se a busca por informações para aprofundar o conhecimento em um determinado assunto que acredita ser importante ou resolver uma situação problemática (KUHLTHAU, 2010, p. 29).
Para Ramalho (2012) a necessidade de informação é o que motiva e orienta a pessoa para a busca e o uso da informação. Normalmente, esse tipo de necessidade está relacionado com as atividades que desempenha em seu dia a dia, sejam de ordem profissional ou particular. A busca de informação é uma das etapas necessárias no processo realizado para suprir as necessidades de informação.

Busca e uso da informação

De acordo com Choo (2006, p. 102) “a busca da informação é, o processo pelo qual o indivíduo engaja-se decididamente em busca de informações capazes de mudar seu estado de conhecimento”. Em outras palavras, a busca pela informação acontece quando a pessoa precisa atingir objetivos almejados, mas se dá conta de que para isso é necessário adquirir mais conhecimentos e para tanto deve buscar informações para que possa atingir o nível de exigências que seus objetivos requerem.
No processo de busca e uso de informação independente do problema a resolver a pessoa tende a passar por várias etapas, tais etapas demandam tempo, paciência, dedicação e principalmente habilidades para usar de forma eficaz as várias fontes onde as informações estão armazenadas. As fontes de informação são de um modo geral, todos os locais onde se pode encontrar informação, a maioria estão disponibilizadas tanto no meio eletrônico como tradicionalmente impressa, elas podem ser consideradas de grande importância para os estudantes de graduação ao realizar suas pesquisas.
Para Cunha (2001, p. 7) “o uso regular e efetivo das fontes apropriadas, impressas ou eletrônicas, é a chave para se alcançar o sucesso na pesquisa e desenvolvimento, como também em qualquer atividade ligada a ciência e tecnologia”. Assim verifica-se que as fontes de informação são fundamentais para o desenvolvimento das atividades acadêmicas e científicas dos estudantes.
No entanto Gomes e Dumont (2015) ressalta que, a capacidade de utilizar as fontes de informações refere-se à competência em informação, o que provavelmente é indispensável para que o pesquisador tenha êxito quanto à compreensão da informação e o desenvolvimento de sua pesquisa. Nesse sentido conforme Varela e Barbosa (2012, p.157):

Buscar e usar informação constitui-se em competências cruciais na sociedade da aprendizagem, envolve a busca ativa ou passiva da informação, planejamento, estratégias e motivação para atingir os objetivos, monitoração de estratégias, conhecimento e definições de canais ou fontes de informações potenciais, competências para utilizar tecnologias de informação e avaliação desse processo.

Diante disso, percebe-se que o estudante ao desenvolver suas atividades acadêmicas deverá ser competente em informação, para ser capaz de acessar, avaliar, usar e transformar a informação de maneira crítica e eficiente.
Dessa forma, a biblioteca universitária deverá ser uma grande aliada dos estudantes principalmente para aqueles que apresentam dificuldades de aprendizado e de desenvolver suas competências, afinal nem todos chegam à graduação com as habilidades necessárias e desenvolvidas. Em meio a essa realidade, os profissionais da informação devem se atualizar constantemente para auxiliar os estudantes acadêmicos em relação ao desenvolvimento de suas habilidades.

Referências

ALMEIDA, Marinalva Luiza de. Busca e uso da informação por estudantes de graduação que usam a Biblioteca Setorial de Ciências Humanas da UEL. Londrina, 2017. 78 f.
BARTALO, Linete; DI CHIARA, Ivone Guerreiro; CONTANI, Miguel Luiz. Competência informacional: suas múltiplas relações. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, Maceió, 2011.  Anais... Maceió: FEBAB, 2011.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 3. ed. São Paulo: Senac, 2006.
CUNHA, Murilo Bastos. Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2001.
GOMES, Marcos Aurélio; DUMONT, Lígia Maria Moreira. Possíveis relações entre o uso de fontes de informação e a competência em informação. TransInformação, Campinas, v. 27, n. 2, p. 133-143, maio/ago. 2015.
KUHLTHAU, Carol Collier. Como orientar a pesquisa escolar: estratégias para o processo de aprendizagem. Belo Horizonte: Autentica, 2010.
VARELA, Aida; BARBOSA, Marilena Lobo Abreu. Trajetórias cognitivas subjacentes ao processo de busca e uso da informação: fundamentos e transversalidades. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Santa Catarina, v. 17, n. esp. 1, p. 142-168, 2012.




[1] Texto elaborado a partir do TCC: Busca e uso da informação por estudantes de graduação que usam a Biblioteca Setorial de Ciências Humanas da UEL.  Orientadora: Profª Drª Adriana Rosecler Alcará.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

SERVIÇOS DE REFERÊNCIA VIRTUAL (SRV) E REDES SOCIAIS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – SB/UEL:
APRESENTAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS DE 2016

Neide Maria Jardinete Zaninelli
Chefe da Divisão de Referência /SB/UEL


O balanço anual das atividades e serviços desenvolvidos pela Divisão de Referência do SB/UEL durante o ano de 2016 gerou dados quantitativos, os quais estão demonstrados nos quadros seguintes. Importante ressaltar que a greve ocorrida na UEL e nas outras IES do PR em 2016 acarretou alterações nas rotinas de serviços da Biblioteca, mas mesmo assim, a demanda dos serviços e atividades em relação ao ano anterior foi superior. Apresenta-se aqui apenas os dados das Redes Sociais e Serviços de Referência Virtual (SRV), quais sejam:


O “Fale conosco” é o canal de comunicação destinado ao atendimento ao usuário por formulário eletrônico disponível na homepage do SB/UEL, e direcionado ao e-mail bcuel@uel.br.

Quadro 1 - Emails BCUEL – Recebidos/Atendidos e Repassados - 2016
SETORES
TOTAL
Divisão de referência
107
Divisão de Processos técnicos
6
Divisão de circulação
29
Direção/secretaria
29
Biblioteca digital
4
Divisão de Formação e Desenv. da Coleção
10
Informações gerais
488
TOTAL -  respondidos/repassado e/ou atendidos
673
Spam  (foram deletados)
4519
TOTAL de emails recebidos
5163
Fonte: BC/UEL. Divisão de Referência.



Atendimento Online em tempo real por Chat, utilizando o software Livezilla. Em 2016 aumentou a demanda desse serviço em 50%. O quadro abaixo demonstra os tipos de questões atendidas. 
Quadro 2 - Atendimentos Online por Chat - 2016
QUESTÕES
Manhã
Tarde
Noite
Total
Renovação online
8
15
6
29
Informação SB
1
6
2
9
Referências / Normas
16
22
2
40
Informações empréstimo
1
3
2
6
Informações Portal CAPES
2
3
3
8
Horário de atendimento
3
5
1
9
Catalogo online
2
2
3
7
Ficha catalográfica
4
1
0
5
Biblioteca Digital
0
2
2
4
Serviço de fotocópias/xerox
0
2
2
4
Internet
3
1
4
8
TOTAL
40
62
27
129
Fonte: BC/UEL. Divisão de Referência.



Redes Sociais

O SB/UEL vem utilizando as ferramentas e o espaço das redes sociais como meio de comunicação, interação com os usuários, bem como, para compartilhar informações administrativas, técnicas e científicas através de conteúdos, como: textos, notícias, vídeos, áudios, mensagens (posts e comentários), links e outros.

A Divisão de Referência é responsável pelo gerenciamento e manutenção das seguintes ferramentas: Facebook, Youtube, Slideshare, Twitter e o Flickr. 


Em 2016 o SB/UEL publicou 272 posts, com conteúdos de informações do dia a dia, informações sobre o Portal da Capes, divulgação de livros, de bibliotecas virtuais e de artigos de periódicos, de sites de interesse da comunidade universitária; compartilha notícias, vídeos e links de interesse da comunidade universitária (https://www.facebook.com/bibliotecauel).

A média mensal de pessoas que visualizam as publicações da página no Feed de notícias, ou na linha do tempo da página, é de 2.128 pessoas. 


O SB/UEL participada do YouTube desde outubro de 2011. (https://www.youtube.com/user/BibliotecasUEL?feature=watch). Até o momento foram 51.265 visualizações, e, somente em 2016 ocorreram 16.684 visualizações.  O post mais visualizado continua sendo o: “Como Fazer o Login” com 11.971.


O SB/UEL posta no Slideshare arquivos de palestras sobre serviços do SB; arquivos gerados de eventos do SB; roteiros de aulas e treinamentos realizados pelo SB; tutoriais de serviços oferecidos pelo SB; tutoriais de serviços prestados ao SB por intermédio de outras instituições; arquivos de outras instituições que sejam de interesse da comunidade acadêmica.

O SB/UEL tem participação no Slideshare desde 2012. (http://www.slideshare.net/BibliotecasUEL). Até o momento possui 12 SlideShares, ou seja, 6 apresentações e 6 slides, e 277 seguidores, com 15.479 visualização no ano de 2016. Os mais visualizados durante o ano foram: aula fontes de informação com 6.539, cordel com 3.506, capa e modelo de cd com 2.513.





O SB/UEL participa do Twitter desde setembro de 2010 (https://twitter.com/bibliotecasuel) e até o momento possui Tweets 2.840, 251 seguidores e segue 171 outros twitters. Em 2016 foram postados 228 twitters.

Tipos de divulgação que foram twittadas pelo SB/UEL: divulgação de eventos e exposições do SB, informações sobre congressos, seminários e palestras da área de Ciência da Informação, novidades sobre os serviços do SB, horários de funcionamento do SB; informações sobre o Portal Capes; divulgação de livros, de bibliotecas virtuais e de artigos de periódicos.

 
Flickr é um site da web de hospedagem e partilha de imagens fotográficas (e eventualmente de outros tipos de documentos gráficos, como desenhos e ilustrações), além de permitir novas maneiras de organizar as fotos e vídeos.
O Flickr do SB/UEL disponibiliza aos usuários fotos das exposições realizadas no recinto da Biblioteca Central, armazenando no Flickr para posterior consulta (https://www.flickr.com/photos/bibliotecauel/sets/).

quinta-feira, 20 de abril de 2017

COMPRA DE LIVROS EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS:
AS DIFICULDADES DA PESSOA JURÍDICA

Patrícia Ofélia Pereira de Almeida
Geneviane Duarte Dias

Bibliotecárias da Divisão de Formação
e Desenvolvimento da Coleção (DFDC) do SB/UEL

Comprar livros é uma tarefa muito simples para uma pessoa física. Ao sentir o desejo ou a necessidade de um título, basta localizá-lo em uma livraria física ou virtual, escolher uma das formas de pagamento, e o livro já pode ser retirado pela pessoa interessada. O prazo máximo que se deve esperar é o de faturamento e transporte, se for o caso de livraria virtual.
Ainda que o título esteja esgotado, pode-se procurá-lo em sebos ou mesmo em grupos de compra, venda e troca nas mídias sociais, tendo inclusive a possibilidade de conseguir um ótimo preço pelo livro.
Contudo, quando se trata de recursos financeiros em instituições públicas o sistema é um tanto diferente. Existem leis e decretos que regulamentam o uso desses recursos, e que demandam um maior prazo para que as aquisições sejam efetivadas. Por vezes é necessário aguardar longos meses até que haja liberação de orçamento, e ocorre que alguns títulos podem não estar mais disponíveis no mercado livreiro.
Mesmo que o livro solicitado esteja disponível em um sebo, os trâmites burocráticos tornam a aquisição proibitiva devido ao custo da documentação exigida do fornecedor.
O que se pretende nesse texto não é sugerir a dispensa da documentação (pois a legislação existe para garantir a isonomia entre os licitantes, visando a economia e melhor investimento de recursos), mas sim demonstrar de forma muito simples que devido a esse processo às vezes a instituição não consegue atender na íntegra às necessidades informacionais de seus usuários.
Em outras palavras, apesar de um livro poder estar disponível para alguma forma de aquisição, há casos em que não se consegue adquirí-lo porque os meios legais exigem algumas formalidades que não se consegue atender.

No caso do Sistema de Bibliotecas da UEL, a compra de livros segue as etapas, conforme figura abaixo.

Fonte: Próprio Autor.


REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei n° 10.753, de 30 de outubro de 2003. Institui a Política Nacional do Livro.  Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, D.F., 31 out. 2003. Seção 1, p. 1.

______. Lei nº 15.608, de 16 de agosto de 2007. Estabelece normas sobre licitações, contratos administrativos e convênios no âmbito dos Poderes do Estado do Paraná. Diário Oficial [do] Paraná, Curitiba, PR, 16 ago. 2007. p. 4.

PARANÁ. Governo do Estado. Instrumento de avaliação de cursos de graduação licenciatura, bacharelado e tecnólogo, presencial e EAD. Paraná: [Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SETI], 2013. Disponível em: http://www.uel.br/cpa/portal/pages/arquivos/pagina %20inicial/Anexo-3.pdf. Acesso em: 27 mar. 2017.

______. Manual técnico do orçamento: exercício 2017. Curitiba: [Secretaria da Fazenda], 2017. Disponível em:
http://www.portaldatransparencia.pr.gov.br/arquivos/File/planejamento_orcamento/manual2017.pdf.
Acesso em: 27 mar. 2017.

terça-feira, 28 de março de 2017

PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS


Neide Maria J. Zaninelli
Bibliotecária da Divisão de Referência/ BC-UEL

A universidade, através da comunidade acadêmica integra a comunidade científica realizando pesquisas, criando novo saberes, transformando e disseminando a informação, produzindo conhecimento científico. Dessa forma, a missão das bibliotecas universitárias nas Instituições de Ensino Superior está envolvida no processo de desenvolvimento da ciência. Assim, o Serviço de Referência (SR) de uma biblioteca universitária tem a função de atender às necessidades de informação dos docentes, alunos e pessoal administrativo, tanto para apoiar as atividades de ensino, quanto de pesquisa e extensão.
O sucesso de um serviço de referência dependerá, em grande parte das competências técnicas e das qualidades humanas do bibliotecário responsável por esse serviço (SILVA, 2013). Nos últimos anos as bibliotecas em geral e os serviços de referência em particular, têm se confrontado com novos desafios como: o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação, as novas técnicas de gestão apoiadas na satisfação do cliente e qualidade dos serviços prestados, o fluxo da comunicação científica, a internet e a explosão documental. Diante desses desafios os serviços de referência e as próprias bibliotecas vêem se forçados a oferecer novos serviços e produtos com diferenciais sob pena de perderem a sua importância no meio acadêmico. Lembrando também que todos esses acontecimentos têm contribuído decisivamente para a alteração do perfil do bibliotecário de referência.
Para muitos, o bibliotecário de referência é visto como mediador entre o usuário/pesquisador em busca de informação e de recursos e ferramentas onde essa mesma informação se encontra, ou seja, deve ser capaz de viabilizar o uso da informação, dominar as ferramentas e mecanismos de busca bibliográficos para acesso à informação e/ou conhecimento em qualquer recurso e/ou suporte informacional, compreender a estrutura da busca, ter uma estratégia para recuperar a informação.
Segundo Grogan (2001), existem dois tipos de ajuda que o bibliotecário pode exercer na função de referência: a função informacional e a função instrucional. A referência, no sentido informacional, responde às questões feitas pelos usuários. Já como função instrucional, apresenta-se como um serviço de educação de usuários, ensinando as pessoas a ter êxito na pesquisa e na utilização da informação em ambiente eletrônico.
O bibliotecário de referência, além de sua formação básica, deve ter qualidades distintas como: capacidade de síntese e análise a fim de responder às questões dos usuários (interpretação das questões/problemas do usuário); ter o desempenho de múltiplas funções (busca e recuperação da informação); investigação bibliográfica; atenção a diversos tipos de usuários e capacidade de entrevistar o usuário e eficiência na resposta dada ao mesmo; requer o domínio das fontes de informações (materiais e virtuais). Outras qualidades pessoais e necessárias para o contato e o diálogo permanentes com o público são: acessibilidade, apresentação cuidada, cortesia, amabilidade, capacidade de ouvir, dinamismo, bom senso, a paciência, curiosidade intelectual, inteligência, gosto pelo trabalho de pesquisa e investigação e a capacidade de ensinar, conhecimento profissional e intelectual, iniciativa, prudência, perseverança, cortesia. (MANGAS, 2007).
Assim sendo, será exigido um perfil polivalente que reúna qualidades e competências, sendo essas competências eminentemente de caráter técnico. Para Mangas (2007, p. 9-10), deverão ser as seguintes:
  • O domínio das técnicas da entrevista de referência;
  • O adequado conhecimento das obras de referência existentes [...];
  • A compreensão da relação entre as fontes de informação primárias e secundárias de uma determinada área científica;
  • O conhecimento do ritmo de crescimento da literatura respectiva, isto é, novas fontes são produzidas e surgindo com frequência;
  •  O conhecimento da idade das fontes e das respectivas lacunas;
  • A diversidade de recursos de informação de uma determinada área científica (fontes impressas, bases de dados, CD-ROM’s e Internet);
  • Conhecimentos das tecnologias de informação e comunicação.

Merlo-Vega (2003) complementa:
  •   ter capacidade de análise e síntese, para delimitar as consultas dos usuários e para que as respostas se ajustem     às perguntas;
  •  ser especialista em sistemas de busca e acesso à informação;
  •    familiarizar-se com as tecnologias e com as fontes de referência eletrônica;
  •   possuir capacidade de comunicação.

Merlo-Vega (2003) conclui que os bibliotecários de referência têm realmente um novo perfil, que os obriga a ser especialistas em recursos de informação e recuperação de dados, e ainda, possuir características pessoais como: proatividade, objetividade, nível cultural avançado e bom relacionamento interpessoal.
Podemos ainda enfatizar que o bibliotecário deverá ter conhecimento em ambiente da Web 2.0, para oferecer serviços e novos produtos, disseminação da informação e consulta ao acervo, o que amplia a interação e a colaboração do usuário com a biblioteca e bibliotecário. Entre as ferramentas utilizadas para esses fins, estão as redes sociais, que vem ganhando cada vez mais espaço e credibilidade.
É muito importante para o profissional bibliotecário dominar as técnicas de recuperação da informação, visto que, as tecnologias são ferramentas que facilitam o serviço de referência. Este mesmo profissional necessita ter habilidades técnicas para selecionar as informações de acordo com as necessidades dos usuários. E ainda ter habilidades humanas, ou seja, capacidade e julgamento necessário para lidar com as pessoas, inclusive com os conhecimentos dos diferentes níveis intelectuais e do comportamento dos indivíduos. A criatividade é igualmente importante, ou seja, ser criativo e saber lidar com situações não esperadas, criando consequentemente, soluções para qualquer problema.
Os profissionais precisam de capacitação contínua para estar aptos à prestação dos serviços de informação, acompanhando as mudanças tecnológicas e necessidades dos usuários.
Para finalizar, acredita-se que o bibliotecário deve ter, além de conhecimentos técnicos, de mediação da informação, um perfil dinâmico, com domínio das tecnologias, considerando que estas oferecem ferramentas que permitem uma posição mais dinâmica e pró-ativa do bibliotecário. Também, é essencial ter habilidades de gestão da informação e preocupar-se com a educação continuada, o que remete à competência informacional. Portanto, o bibliotecário de referência é indispensável nos serviços aos usuários, na satisfação das necessidades informacionais e no intuito de contribuir para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, na sociedade digital. A figura abaixo apresenta uma síntese de perfil e competências do profissional bibliotecário.

Figura 1 – Competência para prestar referência/assistência informacional
 
     Fonte: Rossi, Costa e Pinto (2014).

 REFERÊNCIAS

CAPRI, D. et al. Análise de ofertas de emprego para bibliotecários de referência. Biblios, Lima, v. 1, n. 1, 2011.
GROGAN, D. A prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de Lemos, 2001.
MANGAS, S. F. A. Como planificar e gerir um serviço de referência. Biblios, Lima, n. 28, abr–jun., 2007. Disponível em: http://eprints.rclis.org/12155/1/smangas1.pdf. Acesso em: 28 nov. 2016.
MERLO-VEGA, J. A. Pregunte a un bibliotecario: servicios de referencia em línea. Revista Española de Documentación Científica, v. 26, n. 11, 2003. Recuperado de: http://exlibris.usal.es/merlo/escritos/pregunte.htm. Acesso em: 28 nov. 2016.
ROSSI, T.; COSTA, M. D.; PINTO, A. L. Competências requeridas aos bibliotecários na prestação de serviços de informação em bibliotecas universitárias. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.19, n.1, p. 111-123, jan./jun., 2014.
SILVA, T. L. Atuação dos profissionais do serviço de referência da biblioteca. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO,  25., 2013, Florianópolis.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS VISUALIZAÇÕES DO BLOG DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA

 

Maria Aparecida dos Santos Letrari
Diretora do Sistema de Bibliotecas da UEL

                 A Web 2.0 gera mudanças significativas e inovadoras para as bibliotecas ganhando espaço e visibilidade, produzindo e difundindo informações. A biblioteca, como unidade de informação, tem a tecnologia a seu favor nos processos de coleta, armazenamento e disseminação da informação. Dentro deste prisma, o Blog do Sistema de Bibliotecas da UEL-SB/UEL, permite a realização de atividades de disseminação, acesso e uso da informação no ambiente Web, disponibilizando conteúdos, e assim, produzindo conhecimentos. Analisando os dados estatísticos do ano de 2016, é possível afirmar que as visualizações do Blog do SB/UEL, têm tido grande demanda. 
          As estatísticas são gerenciadas pelo Google Analytics, onde pode-se observar que desde a sua criação em maio 2010, o blog contabilizou até esta data, 47.629 visualizações de página, sendo que somente no período de janeiro a dezembro de 2016, teve 8.243 visualizações, mesmo com um período de greve na UEL. Conforme ilustra a Figura 1, pode-se constatar que a maioria das visualizações são do Brasil, com 30.976 visualizações de página, seguido dos Estados Unidos. Esses dados demonstram a grande visibilidade alcançada pelo blog, que vai muito além da universidade.
                        Figura 1. Visualizações de página por país
Fonte: adaptado de Google Analytics (2017).

Assim que os textos são publicados, observa-se que a maioria das visualizações acontecem a partir do navegador Chrome com 47% das visualizações de página, sendo que o sistema operacional mais utilizado é o Windows com 82%. 
              Figura 2. Visualizações por Navegador e Sistema Operacional
                     Fonte: adaptado de Google Analytics (2017).

A Figura 3 demonstra os 10 posts mais acessados, onde o primeiro lugar, com 2.372  visualizações, é a postagem Tecnologia de Comunicação: o uso do celular no cotidiano dos estudantes, uma mudança de comportamento, postado por Eliane M. S. Jovanovich e Suelen Souza Ribeiro da Biblioteca Setorial – BS/EAAJ.
          Figura 3. Postagens
Fonte: adaptado de Google Analytics (2017).

Os números de acesso ao Blog do Sistema de Bibliotecas da UEL, obtidos por meio da estatística do gerenciador do blog, e os principais motivos para sua escolha são: ferramenta gratuita, de fácil gerenciamento. Os dados demonstram a grande aceitação desde as primeiras publicações. Com o objetivo de estabelecer uma relação entre a biblioteca e a forma de uso das mídias sociais, foi feito uma atualização do blog, melhorando o design, acrescentando o link para as Redes Sociais e facilitando contato, para possibilitar o compartilhamento de informação.  Cabe ressaltar que, assim que os textos são publicados no blog, eles também são divulgados por meio de outras mídias sociais como: Twitter e Facebook.