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terça-feira, 19 de setembro de 2017

TUDO QUE É LÍQUIDO SE DESMANCHA NO AR?
Ivana Lioti
Bibliotecária da Divisão de Processos Técnicos/SBUEL.


Fonte: Google images, (2017).
Nas últimas décadas, a sociedade moderna vem passando por mudanças econômicas, sociais e culturais em um ritmo cada vez mais intenso. Antigamente, os conceitos transformavam-se de uma maneira mais lenta e previsível, o que conferia certa segurança aos indivíduos e a noção de um controle sobre o mundo. A partir da segunda metade do século XX, graças aos vertiginosos avanços tecnológicos, o ritmo de mudanças foi aumentando cada vez mais e hoje percebe-se o declínio da chamada era sólida da modernidade.
Zygmunt Bauman, um sociólogo polonês, cunhou o termo “modernidade líquida” para caracterizar a sociedade atual. O termo usado por Bauman faz referência a fluidez de um líquido, pois o líquido não conserva sua forma por muito tempo
A Modernidade Líquida é fluida, caracteriza-se pela constante mudança, sem ter previsão de término, ou seja, as instituições, referências, estilos de vida e até mesmo crenças e convicções assumem essa fluidez e mudam antes de terem tempo de se solidificar em costumes e hábitos. A sociedade atual nos impõe mudanças o tempo todo, em curtos espaços de tempo, não sendo possível consolidar rotinas, hábitos, virtudes, valores ou formas de agir do indivíduo.
O moderno “líquido” traz uma idéia de que os objetos originais ou concretos podem ser substituídos por figuras virtuais, ou seja, as realidades virtuais. Assim, é comum a preferência do sujeito social pela imagem em detrimento do objeto real. Como exemplo disso vemos que hoje em dia as pessoas não revelam mais fotografias (objeto real); tudo está on line, nas redes sociais. Apesar dos indivíduos estarem cada vez mais conectados e informados por meio dos aparatos tecnológicos, existe uma carência de vínculos, comprometimentos e solidez da informação obtida, tudo é muito descartável. O mundo contemporâneo está cada vez mais dinâmico, fluido e veloz. Torna-se difícil imaginar a vida sem Internet e celular. A informação está ao alcance da mão, em qualquer lugar que estejamos.
O meio eletrônico e online dominam a preferência em detrimento dos meios mais convencionais, por sua rapidez e comodidade. Por causa desse contingente informacional, o indivíduo enfrenta um problema sem precedentes na história, a dificuldade em filtrar as informações pertinentes e confiáveis que venham realmente a se internalizar e transformar dados informacionais em conhecimento real. Torna-se também difícil avaliar a qualidade e veracidade de tal montante de informações acessadas. Isso pode criar um paradoxo: quanto mais informação, menos conhecimento?
Houve um tempo em que se acreditava que a quantidade de informação estaria diretamente proporcional a maior criação de conhecimento. Mas percebe-se, hoje, exatamente o contrário, a informação está disponível de tal forma e tal quantidade que dificulta a capacidade assimilação e entendimento e isso interfere negativamente na produção de conhecimento.
Bauman aponta o Google como sendo a maior biblioteca do mundo, mas é um acervo de trechos, de partes e pedaços desconectados. Por isso o autor faz uma crítica a quantidade em detrimento da qualidade informacional.
As formas de aprendizagem, de buscar informação, atualmente são muito diferentes. Por exemplo: quem usa dicionário? Quem consulta uma enciclopédia? Quem tem caderno de receitas? Quem tem agenda telefônica ou de compromissos? Quem tem álbum de fotografias? Quem tem coleção de CDs ou DVDs? Ora, certamente os mais os jovens não têm. Os indivíduos contam com outros meios de armazenar informações e acessá-las. A humanidade conta, hoje, com um acesso extremamente amplo a todo tipo de documentos e registros de conhecimento, do passado e do presente. Diante desse cenário, como a biblioteca como centro de informações vai se posicionar? Muita coisa já mudou nos ambientes de biblioteca com relação aos meios de disponibilizar e acessar a informação, mas são mudanças lentas e tímidas se comparadas à velocidade em que ocorrem as mudanças de comportamento dos usuários de informação. Diante de tantas possibilidades, como filtrar a informação relevante a cada público? A biblioteca e o profissional bibliotecário estão capacitados para continuar agindo como mediadores da informação? Há muitas perguntas e poucas certezas. Mas uma coisa é certa: os indivíduos nunca estiveram tão perdidos como encontram-se agora nesta “Modernidade Líquida”, sem saber o quão verdadeiro ou falso pode ser o contingente de informação que recebem a todo momento. Hora de criar novas práticas e fazeres para lidar com novas situações. Quem vai se habilitar?

REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
FURLAN, Cássia Cristina; MAIO, Eliane Rose. Educação na Modernidade Líquida: Entre tensões e desafios. Mediações: Revista de Ciências Sociais, v.21, n.2, 2016. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/view/27999/pdf. Acesso em: 2 set. 2017.
HAROCHE, Claudine. O sujeito diante da aceleração e da ilimitação contemporânea. Educação e Pesquisa, v. 41, n. 4, 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022015000400851&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 2 set. 2017.
SANTOS, Guilherme Ferreira; SILVA, Otávio Guimarães Tavares da. Conceito de modernidade líquida: revisão teórica e implicações para a prática de vida. Cadernos Zygmunt Bauman, v. 3, n. 5, 2013. Disponível em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/bauman/article/view/1490. Acesso em 2 set. 2017.
SILVA, Edna Lúcia da.; LOPES, Marili Isensee. A internet, a mediação e a desintermediação da informação. DataGramaZero, v. 12, n. 2, 2011. Disponível em: http://www.brapci.ufpr.br/brapci/index.php/article/view/0000010071/d186d855b6d8bc8b8ff282be1ba2bdcc. Acesso em; 2 set. 2017.

TANUS, Gabrielle Francinne de S. C. Enlace entre os estudos de usuários e os paradigmas da ciência da informação: de usuário a sujeitos pós-modernos; Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São Paulo, v. 10, n. 2, p. 144-173, jul./dez. 2014. 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

MOTIVAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO

Maria José Sandra de Araújo Terciotti
Bibliotecária da Biblioteca Pública Municipal de Ibiporã-Pr

As relações humanas são inerentes ao homem que possuindo diferenças individuais como: personalidade, aspirações, valores, aptidões e até as motivações, sofrem influências do ambiente o que reflete nas suas atitudes e comportamento. Por termos limitações individuais torna-se indispensável a cooperação, a fim de alcançar objetivos pessoais, de um grupo ou organizações.
Sabe-se que as equipes de trabalho em bibliotecas e/ou unidades de informação, mesmo enfrentando dificuldades orçamentárias, de recursos humanos, precisam atender aos objetivos e metas da instituição mantenedora, com atividades que justificam sua conservação e manutenção, além das demandas e solicitações da comunidade usuária.
Neste contexto destacam-se os conceitos e técnicas motivacionais, buscando identificar sua prática e influência nas organizações na construção de um ambiente de trabalho produtivo e que estimule as pessoas a desempenhar suas tarefas de forma efetiva, valorizando o indivíduo e propiciando a satisfação de ambas as partes.
Chiavenato (2002) classifica as pessoas como agentes ativos e proativos e que constituem um fator de competitividade para a empresa, ou seja, é o que a faz prosperar e alcançar seus fins. Neste contexto a eficiente gestão de pessoas está tornando-se uma atividade imprescindível para o sucesso de um empreendimento, mesmo em uma unidade de informação (RAMOS, 1996).
Assim, para bem gerenciar uma unidade informacional é necessário, conhecer a extensão do seu trabalho, saber buscar e administrar os recursos (humanos, financeiros e físicos), no desenvolvimento de produtos e serviços para que estes venham ao encontro dos anseios informacionais de sua clientela.
Assim, o estudo sobre motivação nas organizações é realmente um fator que contribui para o entendimento e conhecimento de mecanismos que influenciam o comportamento das pessoas.
Nas unidades de informação ou nas demais organizações, dos vários fatores que influenciam o desempenho no trabalho. A motivação é um potencial que pode induzir uma pessoa ou grupo, mesmo tendo necessidades distintas, a atingir tanto os objetivos organizacionais quanto os pessoais, isso se estimulado a sua capacidade, que de acordo com (LIMA, et al., 2008), a motivação de uma pessoa está ligada diretamente ao desenvolvimento de suas capacidades humanas, pois é preciso entender que as pessoas possuem sentimentos, desejos e ambições, cada qual com seus motivos.
Neste contexto faz-se necessário mostrar à equipe a importância de seu trabalho e os objetivos e metas da organização a serem alcançados, envolvendo-os e valorizando o desempenho de cada um, apoiando e estimulando o seu trabalho para o alcance dos objetivos propostos.
As teorias motivacionais originaram-se da Teoria das Relações Humanas, pois antes o foco era nas tarefas e na estrutura do trabalho, hoje a ênfase passou a ser nas pessoas.
Buscando-se assim, compreender o comportamento individual para explicar o organizacional, conforme Maximiano (2000), as primeiras hipóteses sobre motivação foram propostas pelos filósofos gregos sobre conceito felicidade.
Lima et al., (2008), dizem que as teorias motivacionais propiciam aos administradores criar um ambiente em que os indivíduos e grupos trabalham em prol dos objetivos da organização. Já Maximiano (2000) dividiu as teorias motivacionais em dois grupos: as teorias do processo, que procura explicar como funciona o mecanismo da motivação e as teorias de conteúdo, que explica quais são os motivos específicos que fazem as pessoas agirem.
Para compreendermos a necessidade da motivação humana, nos atemos às teorias de conteúdo ou (teoria da necessidade), como mencionado anteriormente, pois, buscam explicar quais são os motivos que leva o indivíduo a agir ou apresentar certo comportamento.
Portanto, na literatura pesquisada identificamos duas principais teorias da motivação humana, sendo: a) Hierarquia das necessidades humanas de Abraham Maslow; e b) Dois fatores - higiênicos e motivacionais de Frederick Herzberg.
A teoria de motivação de Abraham Maslow está organizada por uma hierarquia das necessidades humanas que se dividem em cinco grupos, formando uma espécie de pirâmide, na base ficam as chamadas necessidades primárias e ao topo as necessidades secundárias.

1.  Necessidades Fisiológicas ou básicas;
2.  Necessidades de segurança;
3.  Necessidades sociais;
4.  Necessidade de estima;
5.  Necessidade de autorrealização.

Neste contexto, sabemos que todo indivíduo é motivado basicamente pelas necessidades humanas, independente de qual seja. Como identificado por Santos, Almeida e Valentim (2011), a motivação humana está relacionada ao atendimento das distintas necessidades.
Portanto, o que estimulará a satisfazer esta ou aquela necessidade, dependerá da situação e motivação de cada um, pois quanto maior a necessidade, mais intensa é a motivação, e como dito anteriormente é um processo cíclico.
A teoria desenvolvida por Frederick Herzberg (apud CHIAVENATO, 2002; LIMA, et al., 2008), é a Teoria dos dois fatores de Herzberg: Motivação – Higiene. Fundamenta-se em dois aspectos que influem o desempenho no trabalho: os fatores motivadores (intrínsecos) e os fatores de higiene (extrínsecos).
Os fatores motivadores estão relacionados ao conteúdo do cargo, as tarefas. Já os fatores higiênicos referem-se às condições do ambiente de trabalho tanto físicas e ambientais, o salário, benefícios, clima de relações entre superiores e subordinados, regulamentos internos. Estes são necessários para evitar a insatisfação, no entanto não são suficientes para provocar a satisfação.
Com esta teoria Herzberg propõe o enriquecimento de tarefas, com a ampliação de responsabilidade, os objetivos e o desafio das tarefas do cargo.
O clima organizacional possivelmente implicará na motivação dos funcionários, que requer um ambiente agradável em que a pessoa se sinta bem, com ela mesma e entre seus colegas de trabalho, satisfazendo não apenas as suas necessidades básicas, mas contribuindo na cooperação com o grupo.
É notória a necessidade da existência de uma liderança que contribui para o melhor desempenho de sua equipe de trabalho, em estimular o desejo de seus colaboradores, da mesma forma os colaboradores devem trabalhar participativamente, sentir-se estimulado e ter a consciência que o resultado do seu trabalho influenciará na produtividade e credibilidade da organização.
Contudo para a motivação do trabalho em unidades de informação, são necessárias algumas atitudes do gestor para com a equipe como:

Ø     Fazer com que todos estejam envolvidos e integrados com a rotina, mantendo-os informados sobre o andamento das atividades;
Ø     Buscar soluções junto à equipe, discutir, avaliar e cultivar a troca de experiências, para que cada pessoa contribua com ideias e inovações;
Ø     A valorização da equipe com reuniões agendadas para que todos expressem suas ideias e sugestões, e que estas sejam discutidas pelo grupo, e que cada qual seja reconhecido como um colaborador e não como apenas mais um funcionário;
Ø     Confiar responsabilidade, faz a pessoa se sentir importante e competente no que realiza, aumenta a segurança e estimula seu potencial;
Ø     Ser receptivo a todos procurando ouvir suas ideias e sugestões, mesmo que não sejam totalmente acatadas, mas que possa estimular as iniciativas de todos.
 Considera-se a pessoa como um ser integral e elemento essencial de uma organização e que o desempenho dos seus colaboradores está relacionado com a motivação. Portanto quando o funcionário é reconhecido e motivado no seu de trabalho, ele se torna realizado tanto no campo profissional quanto no pessoal, pois, realizará as suas atividades com eficiência e dedicação fazendo a diferença para toda organização.

REFERÊNCIAS
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos humanos. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
______. Introdução a teoria geral da administração. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
LIMA, Claudinete Salvato, et al. Análise das práticas de motivação nas organizações e sua influência na melhoria da qualidade e produtividade do trabalho. In: CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO, 4., 2008, Niterói. Anais... Niterói, RJ. 2008. p. 1-12. Disponível em: <www.latec.uff.br/cneg/documentos/anais_cneg4/T7_0049_0156.doc>‎.  Acesso em: 15 abr. 2013.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administração: da escola cientifica à competitividade na economia globalizada. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
RAMOS, Paulo Baltazar. A gestão na organização de unidades de informação. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 25, n.1, 1996. Disponível em: http://revista.ibict.br/ciinf/índex.php/ciinf/article/view/483/438. Acesso em: 7 set. 2013.
SANTOS, Vanessa Lima; ALMEIDA, Daniela Pereira dos Reis; VALENTIM, Marta Lígia Pomim. Motivação de equipes em unidades de informação. Biblios, n. 45, p. 40-63, 2011. Disponível em: http://biblios.pitt.edu/ojs/index.php/biblios/article/view/42. Acesso em: 30 ago. 2013.

sexta-feira, 7 de julho de 2017


BUSCA E USO DA INFORMAÇÃO POR ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO

Marinalva Luiza de Almeida[1]
Técnico Administrativo da Biblioteca Setorial do CH - SB/UEL

Na sociedade atual a informação tornou-se imprescindível para direcionar as pessoas no meio profissional, educacional e pessoal. No entanto, a grande quantidade de informação disponível nas variadas fontes de informações requer das pessoas habilidades para gerir e extrair o que realmente é relevante para possibilitar o preenchimento da falta de conhecimentos. Verifica-se que à medida que a tecnologia se desenvolve, possibilita o aumento e disseminação de informações, assim pressionando as pessoas a se atualizarem.
Com relação aos estudantes de graduação constata-se que eles precisam de informações para o estudo e pesquisa, assim, a demanda de trabalhos e a consequente busca e uso da informação poderão desencadear sentimentos como ansiedades e incertezas, principalmente em estudantes que não possuem as habilidades necessárias desenvolvidas. Desse modo, observa-se a importância de uma biblioteca universitária com recursos informacionais atualizados e profissionais competentes para auxiliar os estudantes ao realizar a sua busca de informação.

Comportamento Informacional

No procedimento de busca e uso de informação, as pessoas tendem a atuar de maneira distinta, cada uma de acordo com seu conhecimento prévio e suas necessidades. Como afirma Bartalo, Di Chiara e Contani (2011) o comportamento informacional é um entre os vários comportamentos humanos e acrescentam que o comportamento informacional é decorrente das atividades desenvolvidas para suprir a necessidade de informação. O comportamento informacional envolve diversas ações, desde o estabelecimento das necessidades de informação até a busca e o uso de recursos informacionais para satisfazê-las.
A pessoa percebe a necessidade de informação quando se depara com um problema e verifica que seus conhecimentos prévios não são suficientes para resolvê-lo. Assim, reconhece a necessidade de buscar novas informações. Geralmente inicia-se a busca por informações para aprofundar o conhecimento em um determinado assunto que acredita ser importante ou resolver uma situação problemática (KUHLTHAU, 2010, p. 29).
Para Ramalho (2012) a necessidade de informação é o que motiva e orienta a pessoa para a busca e o uso da informação. Normalmente, esse tipo de necessidade está relacionado com as atividades que desempenha em seu dia a dia, sejam de ordem profissional ou particular. A busca de informação é uma das etapas necessárias no processo realizado para suprir as necessidades de informação.

Busca e uso da informação

De acordo com Choo (2006, p. 102) “a busca da informação é, o processo pelo qual o indivíduo engaja-se decididamente em busca de informações capazes de mudar seu estado de conhecimento”. Em outras palavras, a busca pela informação acontece quando a pessoa precisa atingir objetivos almejados, mas se dá conta de que para isso é necessário adquirir mais conhecimentos e para tanto deve buscar informações para que possa atingir o nível de exigências que seus objetivos requerem.
No processo de busca e uso de informação independente do problema a resolver a pessoa tende a passar por várias etapas, tais etapas demandam tempo, paciência, dedicação e principalmente habilidades para usar de forma eficaz as várias fontes onde as informações estão armazenadas. As fontes de informação são de um modo geral, todos os locais onde se pode encontrar informação, a maioria estão disponibilizadas tanto no meio eletrônico como tradicionalmente impressa, elas podem ser consideradas de grande importância para os estudantes de graduação ao realizar suas pesquisas.
Para Cunha (2001, p. 7) “o uso regular e efetivo das fontes apropriadas, impressas ou eletrônicas, é a chave para se alcançar o sucesso na pesquisa e desenvolvimento, como também em qualquer atividade ligada a ciência e tecnologia”. Assim verifica-se que as fontes de informação são fundamentais para o desenvolvimento das atividades acadêmicas e científicas dos estudantes.
No entanto Gomes e Dumont (2015) ressalta que, a capacidade de utilizar as fontes de informações refere-se à competência em informação, o que provavelmente é indispensável para que o pesquisador tenha êxito quanto à compreensão da informação e o desenvolvimento de sua pesquisa. Nesse sentido conforme Varela e Barbosa (2012, p.157):

Buscar e usar informação constitui-se em competências cruciais na sociedade da aprendizagem, envolve a busca ativa ou passiva da informação, planejamento, estratégias e motivação para atingir os objetivos, monitoração de estratégias, conhecimento e definições de canais ou fontes de informações potenciais, competências para utilizar tecnologias de informação e avaliação desse processo.

Diante disso, percebe-se que o estudante ao desenvolver suas atividades acadêmicas deverá ser competente em informação, para ser capaz de acessar, avaliar, usar e transformar a informação de maneira crítica e eficiente.
Dessa forma, a biblioteca universitária deverá ser uma grande aliada dos estudantes principalmente para aqueles que apresentam dificuldades de aprendizado e de desenvolver suas competências, afinal nem todos chegam à graduação com as habilidades necessárias e desenvolvidas. Em meio a essa realidade, os profissionais da informação devem se atualizar constantemente para auxiliar os estudantes acadêmicos em relação ao desenvolvimento de suas habilidades.

Referências

ALMEIDA, Marinalva Luiza de. Busca e uso da informação por estudantes de graduação que usam a Biblioteca Setorial de Ciências Humanas da UEL. Londrina, 2017. 78 f.
BARTALO, Linete; DI CHIARA, Ivone Guerreiro; CONTANI, Miguel Luiz. Competência informacional: suas múltiplas relações. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, Maceió, 2011.  Anais... Maceió: FEBAB, 2011.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 3. ed. São Paulo: Senac, 2006.
CUNHA, Murilo Bastos. Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2001.
GOMES, Marcos Aurélio; DUMONT, Lígia Maria Moreira. Possíveis relações entre o uso de fontes de informação e a competência em informação. TransInformação, Campinas, v. 27, n. 2, p. 133-143, maio/ago. 2015.
KUHLTHAU, Carol Collier. Como orientar a pesquisa escolar: estratégias para o processo de aprendizagem. Belo Horizonte: Autentica, 2010.
VARELA, Aida; BARBOSA, Marilena Lobo Abreu. Trajetórias cognitivas subjacentes ao processo de busca e uso da informação: fundamentos e transversalidades. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Santa Catarina, v. 17, n. esp. 1, p. 142-168, 2012.




[1] Texto elaborado a partir do TCC: Busca e uso da informação por estudantes de graduação que usam a Biblioteca Setorial de Ciências Humanas da UEL.  Orientadora: Profª Drª Adriana Rosecler Alcará.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

SERVIÇOS DE REFERÊNCIA VIRTUAL (SRV) E REDES SOCIAIS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – SB/UEL:
APRESENTAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS DE 2016

Neide Maria Jardinete Zaninelli
Chefe da Divisão de Referência /SB/UEL


O balanço anual das atividades e serviços desenvolvidos pela Divisão de Referência do SB/UEL durante o ano de 2016 gerou dados quantitativos, os quais estão demonstrados nos quadros seguintes. Importante ressaltar que a greve ocorrida na UEL e nas outras IES do PR em 2016 acarretou alterações nas rotinas de serviços da Biblioteca, mas mesmo assim, a demanda dos serviços e atividades em relação ao ano anterior foi superior. Apresenta-se aqui apenas os dados das Redes Sociais e Serviços de Referência Virtual (SRV), quais sejam:


O “Fale conosco” é o canal de comunicação destinado ao atendimento ao usuário por formulário eletrônico disponível na homepage do SB/UEL, e direcionado ao e-mail bcuel@uel.br.

Quadro 1 - Emails BCUEL – Recebidos/Atendidos e Repassados - 2016
SETORES
TOTAL
Divisão de referência
107
Divisão de Processos técnicos
6
Divisão de circulação
29
Direção/secretaria
29
Biblioteca digital
4
Divisão de Formação e Desenv. da Coleção
10
Informações gerais
488
TOTAL -  respondidos/repassado e/ou atendidos
673
Spam  (foram deletados)
4519
TOTAL de emails recebidos
5163
Fonte: BC/UEL. Divisão de Referência.



Atendimento Online em tempo real por Chat, utilizando o software Livezilla. Em 2016 aumentou a demanda desse serviço em 50%. O quadro abaixo demonstra os tipos de questões atendidas. 
Quadro 2 - Atendimentos Online por Chat - 2016
QUESTÕES
Manhã
Tarde
Noite
Total
Renovação online
8
15
6
29
Informação SB
1
6
2
9
Referências / Normas
16
22
2
40
Informações empréstimo
1
3
2
6
Informações Portal CAPES
2
3
3
8
Horário de atendimento
3
5
1
9
Catalogo online
2
2
3
7
Ficha catalográfica
4
1
0
5
Biblioteca Digital
0
2
2
4
Serviço de fotocópias/xerox
0
2
2
4
Internet
3
1
4
8
TOTAL
40
62
27
129
Fonte: BC/UEL. Divisão de Referência.



Redes Sociais

O SB/UEL vem utilizando as ferramentas e o espaço das redes sociais como meio de comunicação, interação com os usuários, bem como, para compartilhar informações administrativas, técnicas e científicas através de conteúdos, como: textos, notícias, vídeos, áudios, mensagens (posts e comentários), links e outros.

A Divisão de Referência é responsável pelo gerenciamento e manutenção das seguintes ferramentas: Facebook, Youtube, Slideshare, Twitter e o Flickr. 


Em 2016 o SB/UEL publicou 272 posts, com conteúdos de informações do dia a dia, informações sobre o Portal da Capes, divulgação de livros, de bibliotecas virtuais e de artigos de periódicos, de sites de interesse da comunidade universitária; compartilha notícias, vídeos e links de interesse da comunidade universitária (https://www.facebook.com/bibliotecauel).

A média mensal de pessoas que visualizam as publicações da página no Feed de notícias, ou na linha do tempo da página, é de 2.128 pessoas. 


O SB/UEL participada do YouTube desde outubro de 2011. (https://www.youtube.com/user/BibliotecasUEL?feature=watch). Até o momento foram 51.265 visualizações, e, somente em 2016 ocorreram 16.684 visualizações.  O post mais visualizado continua sendo o: “Como Fazer o Login” com 11.971.


O SB/UEL posta no Slideshare arquivos de palestras sobre serviços do SB; arquivos gerados de eventos do SB; roteiros de aulas e treinamentos realizados pelo SB; tutoriais de serviços oferecidos pelo SB; tutoriais de serviços prestados ao SB por intermédio de outras instituições; arquivos de outras instituições que sejam de interesse da comunidade acadêmica.

O SB/UEL tem participação no Slideshare desde 2012. (http://www.slideshare.net/BibliotecasUEL). Até o momento possui 12 SlideShares, ou seja, 6 apresentações e 6 slides, e 277 seguidores, com 15.479 visualização no ano de 2016. Os mais visualizados durante o ano foram: aula fontes de informação com 6.539, cordel com 3.506, capa e modelo de cd com 2.513.





O SB/UEL participa do Twitter desde setembro de 2010 (https://twitter.com/bibliotecasuel) e até o momento possui Tweets 2.840, 251 seguidores e segue 171 outros twitters. Em 2016 foram postados 228 twitters.

Tipos de divulgação que foram twittadas pelo SB/UEL: divulgação de eventos e exposições do SB, informações sobre congressos, seminários e palestras da área de Ciência da Informação, novidades sobre os serviços do SB, horários de funcionamento do SB; informações sobre o Portal Capes; divulgação de livros, de bibliotecas virtuais e de artigos de periódicos.

 
Flickr é um site da web de hospedagem e partilha de imagens fotográficas (e eventualmente de outros tipos de documentos gráficos, como desenhos e ilustrações), além de permitir novas maneiras de organizar as fotos e vídeos.
O Flickr do SB/UEL disponibiliza aos usuários fotos das exposições realizadas no recinto da Biblioteca Central, armazenando no Flickr para posterior consulta (https://www.flickr.com/photos/bibliotecauel/sets/).