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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

GESTÃO DE PESSOAS E DE COMPETÊNCIAS NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA

Sidnei Chanan
Bibliotecário da Biblioteca Setorial de Ciências Humanas/SB-UEL


A gestão de pessoas na Universidade Estadual de Londrina se faz principalmente levando-se em consideração o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).
Buscando-se a compreensão do significado de plano de carreira, é necessário, primeiramente, conceituar o termo carreira, que pode assumir diversos significados, podendo ser usado em várias situações. Entretanto, nas mais diversas formas no qual este termo aparece, traz sempre a ideia de um caminho a ser seguido, algo estruturado e organizado.
London e Stumph (1982) apresentam a seguinte conceituação de carreira:

Carreira é a seqüência de posições ocupadas e de trabalhos realizados durante a vida de uma pessoa. A carreira envolve uma série de estágios e a ocorrência de transições que refletem necessidades, motivos e aspirações individuais e expectativas e imposições da organização e da sociedade. Da perspectiva do indivíduo, engloba o entendimento e a avaliação da sua experiência profissional, enquanto da perspectiva da organização, engloba políticas, procedimentos e decisões ligadas a espaços ocupacionais, níveis organizacionais, compensação e movimento de pessoas. Estas perspectivas são conciliadas pela carreira dentro de um contexto de constante ajuste, desenvolvimento e mudança. (LONDON; STUMPH, 1982 apud DUTRA, 2007, p. 17).

Já um plano de carreira representa um conjunto de normas que disciplinam o ingresso e instituem oportunidades e estímulos ao desenvolvimento pessoal e profissional dos trabalhadores, de forma a contribuir com a qualificação dos serviços prestados pelos órgãos e instituições, constituindo-se em instrumento de gestão da política de pessoas.
Na visão de Domingues e Ladosky (2007), os Planos de Carreiras, Cargos e Salários - PCCS - são importantes instrumentos gerenciais para as questões relacionadas à remuneração e carreira profissional dentro de uma administração/organização. O PCCS também é um dos elementos que permitem aos servidores públicos visualizarem a trajetória que têm pela frente, especificamente na administração pública, possibilitando aos profissionais do serviço público definir e planejar expectativas profissionais e de vida.
Sabendo então o significado do termo carreira e plano de carreira, pode-se assim analisar a carreira dos servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Londrina. O serviço público no Brasil vem passando por mudanças nos últimos anos, principalmente as mudanças organizacionais originadas pelas novas tecnologias e pela informatização do conhecimento.
Neste contexto, o papel do servidor público também vem mudando e existe uma preocupação da administração pública em implantar políticas de gestão de pessoas e de competências, buscando capacitar servidores, com a finalidade de prestar um serviço público de qualidade à sociedade.
As universidades também vêm buscando aperfeiçoar o seu quadro de servidores, atendendo aos princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, seu norteador na busca de soluções práticas às exigências e anseios da coletividade. Assim, a gestão de pessoas e de competências na área pública tem um papel estratégico, no alinhamento de objetivos estratégicos da organização pública na gestão de pessoas.
Neste contexto, a Universidade Estadual de Londrina, tem procurado se adequar a um modelo gerencial mais dinâmico e eficiente, efetivar ações, com base no Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), além de buscar desenvolver, capacitar e conhecer melhor as competências técnicas e habilidades de seus funcionários.
Como principais ações na Universidade Estadual de Londrina, a partir de março 2006, implantação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), tenciona implantar: Plano de Capacitação; Avaliação de Desempenho; Perfil Profissiográfico; Sistema Banco de Talentos e Processo Seletivo de Relotação (PSR).
Entretanto, a aplicação dos métodos de gestão de pessoas e de competências em instituição pública depende da legalidade, visto que estes critérios são menos flexíveis do que em empresas privadas, uma vez que todos os aspectos ligados à carreira são estabelecidos por leis específicas e Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).
Os gestores devem ter visão moderna, holística, capaz de promover as melhorias em seu ambiente de trabalho.  Este trabalho investigou os instrumentos de gestão e competências de pessoas na Universidade Estadual de Londrina. Ferramentas que estão se adequando às novas formas de gestão, baseadas no modelo de competências. Por um lado, é necessário que os servidores se adequem a estas novas ferramentas. Por outro lado, que a Instituição busque formas de incrementar o processo de reconhecimento de competências, visando excelência na prestação de serviços.
A Figura 1 sugere que conhecimentos, habilidades e atitudes, quando aplicados ao trabalho, geram um desempenho profissional que traz como conseqüências resultados tanto para o indivíduo quanto para a organização. Esse conjunto de ferramentas que auxiliam no desenvolvimento do conhecimento, das habilidades e atitudes dos profissionais dentro das organizações é o que se identifica como Gestão por Competências.


                                             Fonte: (FLEURY; FLEURY, 2001).

A gestão de pessoas e de competências na área pública tem um papel estratégico, pois visa ao alinhamento entre os objetivos estratégicos da organização pública e às políticas de desenvolvimento de pessoas.
A Universidade Estadual de Londrina, visando se adequar a um modelo gerencial mais dinâmico e eficiente, tem buscado efetivar ações, sempre baseadas no Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) que buscam desenvolver, capacitar e conhecer melhor as competências técnicas e habilidades de seus funcionários.

REFERÊNCIAS
DOMINGUES, M. R.; LADOSKY, M. H. Administração pública no Brasil e planos de carreiras negociados: experiências selecionadas. São Paulo: CUT, 2007. 96 p. Disponível em: http://www.escolasp.org.br/downloads/sistema/ck/files/publicacoes/adm-publica.pdf/administracao-publica-no-brasil-e-planos-de-carreiras-negociados.pdf . Acesso em: 17 dez. 2014.
DUTRA, J. S. Competências: conceitos e instrumentos para a gestão de pessoas na empresa moderna. São Paulo: Atlas, 2007.
FLEURY, M. T. L.; FLEURY, A. Construindo o conceito de competência. Revista de Administração Contemporânea On-line version, Curitiba, v. 5, n. esp., 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-65552001000500010&script=sci_arttext. Acesso em: 18 out. 2014.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

GESTÃO DE PESSOAS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: DESAFIOS E TENDÊNCIAS

Maria Aparecida da Silva Vória
Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da UEL - BS/CCS

Nas últimas décadas presencia-se grandes e históricos avanços. Todos esses avanços tornaram-se o grande salto para a construção de novos paradigmas, conceitos, exigências e metas, tanto empresariais quanto sociais.
O que se conhece por gestão de pessoas é a evolução do que era chamada administração de recursos humanos. Alguns autores, na atualidade, entendem que a gestão de pessoas considera as pessoas que trabalham nas organizações, não mais como empregados ou funcionários, mas como colaboradores ou parceiros. Logo, a gestão de pessoas, mais do que qualquer outro ramo da administração vem sofrendo esses desafios, sobretudo porque sua matéria está exatamente na mente humana, que é o conhecimento (GIL, 2001).
De acordo com Chiavenato (2008, p. 39), “as mudanças tornam-se rápidas, velozes, sem continuidade com o passado e as pessoas precisam estar preparadas para enfrentar novos desafios e ajudar a organização a superá-los”. Estas alterações influenciaram a práxis do bibliotecário, modificaram seu saber e se apresentam como desafios trazidos pela cultura digital. Desafios que devem ser reconhecidos pelo gestor de recursos humanos, para que sejam possíveis ações permanentes de capacitação profissional capazes de desenvolverem novas competências para novas tarefas. Trata-se de adotar novas posturas profissionais em reconhecimento à importância e ao valor do fator humano nas unidades de informação.
Na atual sociedade, a Unidade de Informação sai de “uma postura de armazenadora de informação para assumir uma postura centrada no processo de comunicação, o que significa abandonar a filosofia de posse e investir na filosofia do acesso” (PESTANA et al., 2003, p. 77). Assim sendo, para oferecer bons serviços, é necessário ter seus recursos humanos capacitados e motivados e não poupar esforços para manter em alta essa motivação. A Unidade de Informação precisa utilizar de diferentes tipos de instrumentos de motivação para satisfazer as necessidades de seus funcionários. O que exige muita atenção, dedicação e esforço do gestor a fim de criar o ambiente e as oportunidades capazes de fazer com que as pessoas executem as atividades em direção aos resultados das Unidades de Informação e, ao mesmo tempo, estejam satisfazendo suas necessidades e motivos.
Portanto, a capacitação e motivação da equipe de trabalho deve ser uma constante preocupação do gestor. Desta forma, com ênfase no investimento em treinamento para atender as necessidades e contribuir com desenvolvimento das relações interpessoais, capacitação e treinamento dos seus servidores a Universidade Estadual de Londrina[1] oferece cursos, palestras, eventos etc.
De acordo com Bueno (2005) o bibliotecário deve desenvolver novas visões a respeito da Unidade de Informação, precisa identificar as necessidades de mudanças e trabalhar para satisfazer as necessidades e objetivos da organização e dos indivíduos que as integram. É importante a motivação no ambiente pessoal e profissional do indivíduo e sua relação com os colegas de trabalho. Envolve a dedicação ao trabalho, questões de conduta, convivência em equipe, entre outras implicações da sociedade grupal. Esta cadeia de relacionamentos impulsionará todo o ciclo organizacional e todos devem sentir-se satisfeitos em suas atividades.
Necessário se faz acompanhar as tendências de administração e de gestão de pessoas, a fim de que se possa tomar decisões mais adequadas, pois a teoria constitui-se em apoio para o processo na prática. É imprescindível ter conhecimentos atualizados e procurar informação para sua própria capacitação e capacitar sua equipe de acordo com as necessidades que surgem, e até mesmo para se preparar para as exigências futuras (SANTA ANNA; PEREIRA; CAMPOS, 2014).
A capacitação pode solucionar sérios problemas, promovendo serviços de qualidade para a satisfação dos usuários. Outro aspecto é a humanização do trabalho, pois as pessoas devem se beneficiar das capacidades desenvolvidas tomando consciência de sua prática profissional e social (BELUZZO, 1995).
Diante disso, estimular e incentivar a capacitação profissional por meio de cursos, treinamentos e participação em eventos deve ser uma prática do gestor, uma vez que o ser humano, consequentemente, será valorizado, resultando num melhor desempenho de suas atividades.


REFERÊNCIAS

BELUZZO, R. C. B. Da capacitação de recursos humanos à gestão da qualidade em bibliotecas universitárias: paradigma teórico e prático para ambiente de serviço de referência e informação. 1995. Tese (Doutorado) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo.
BUENO, S. B. Proposta de gestão de pessoas em unidade de informação especializada: a força da motivação e suas implicações no processo de gestão de pessoas. Revista ACB Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 124-130, jan./dez. 2005.
CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
GIL, A. L. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 2001.
PESTANA, M. C. et al. Desafios da sociedade do conhecimento e gestão de pessoas em sistemas de informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 2, p.77-84, maio/ago. 2003.
SANTA ANNA, J.; PEREIRA, G.; CAMPOS, S. O. Sociedade da informação x biblioteconomia: em busca do moderno profissional da informação (MIP). Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 68-85, jan./jun. 2014. Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/viewFile/293/293. Acesso em: 5 set. 2016.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016


Natali Silvana Zwaretch
Bibliotecária da Divisão de Referência do SB/UEL

Desde a Idade média o silêncio nas bibliotecas é considerado como uma norma universal, padrão essencial para que o objetivo da biblioteca seja atendido, o qual se destina a proporcionar um espaço onde os usuários possam se concentrar na leitura e conhecimento.
Na idade média, o acesso aos livros era privilégio de poucos, principalmente dos monges, visto que a finalidade da biblioteca era garantir a preservação da memória. As bibliotecas Monásticas da Igreja Católica consideravam os livros sagrados, impondo regras rígidas para o acesso aos pergaminhos e livros da época. Para tanto, nessa época, segundo Saenger (2002, p. 161):

[...] o ato de ler em voz alta dentro das bibliotecas dos mosteiros causava um enorme incômodo aos leitores vizinhos. Com isso, as normas das ordens religiosas passaram a exigir que cada convento ou mosteiro estipulasse uma sala de leitura em que o silêncio fosse absoluto, passando a reconhecer-se, a partir do regulamento da Biblioteca de Oxford do ano de 1431, a biblioteca como um local de total silêncio.

O conceito de biblioteca vem se alterando nos últimos anos, tanto pelos novos recursos e serviços disponíveis, como pelo usuário na busca da informação. A troca de experiências, informações e difusão do conhecimento é de extrema importância dentro das instalações da biblioteca, onde a interação e mediação da informação ocorre com mais intensidade. As bibliotecas vem buscando adequar-se a essas novas exigências, sempre com a premissa de que são ambientes voltados à discussão e ao aprendizado.
Esse é o novo e grande desafio das bibliotecas: adequar-se às novas exigências, tanto de informação como de usuário, e manter um ambiente silencioso. Alguns estudos mostram que uma mudança no layout do ambiente pode fazer a diferença, alternando espaços de estudos individuais e em grupo, colocando mesas mais distantes umas das outras, para melhor concentração dos usuários.
Nesse sentido, o Regulamento do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina prevê, em seu Art. 20º, como dever do usuário, “respeitar a ordem, a disciplina e o silêncio no recinto da Biblioteca” (UEL, 2016).
Porém, o que se observa é que os usuários, quando estão saindo ou entrando no hall principal da biblioteca, não se conscientizam que este espaço está dentro da biblioteca e não diminuem o volume da voz. Mas... Manter o Silêncio nas dependências das Bibliotecas é comportamento essencial e que deve ser respeitado, principalmente nos seguintes locais:

  • a partir da porta e hall de entrada das bibliotecas;
  • durante a guarda de material nos escaninhos;
  • ao consultar o catálogo on-line;
  • no balcão de empréstimos;
  • no salão de estudos e laboratório de informática.

Algumas atitudes por parte dos servidores e da Biblioteca também se faz necessário, como:
  • falar em tom baixo ao realizar o atendimento;
  • adequar as rotinas de trabalho para que haja o menor ruído possível;
  • evitar conversas paralelas em áreas de estudos e estantes;
  • manter campanhas permanentes de silêncio para conscientizar os usuários da importância do silêncio no recinto das Bibliotecas.

Nesse sentido, faz-se necessário a realização de campanhas sistemáticas do silêncio, sempre com o objetivo de “reforçar” a importância de respeitar os usuários que frequentam as dependências das bibliotecas, buscando concentração e silêncio para seus estudos, sendo primordial o comprometimento de todos os usuários e funcionários no sentido de colaborar para um ambiente mais silencioso.

Referências

SAENGER, Paul. A leitura nos séculos finais da Idade Média. In: CAVALLO, Guglielmo; CHARTIER, Roger (Org.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 2002. p. 147-184.

UEL. Sistema de Bibliotecas. Regulamento de funcionamento do sistema de bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina. Disponível em: http://www.uel.br/bc/portal/arquivos/regulamento-bc.pdf. Acesso em: 29 jul. 2016.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

O ACERVO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)

Onsy Francisco Terciotti
Bibliotecário da Divisão de Circulação do SB/UEL

A organização física do acervo bibliográfico busca facilitar o acesso ao material, dividindo o mesmo em áreas do conhecimento, aproximando assim as áreas afins dos cursos da UEL.
Segundo Serdil Fundação Saint Pastous (2007, p.1) entende-se por acervo bibliográfico “a reunião parcial ou total dos documentos disponibilizados à comunidade, independentemente de ser impresso, eletrônico, digital ou com qualquer outra característica de suporte ou formato que defina o conjunto existente na Biblioteca”.
Partindo deste pressuposto em promover o acesso à informação torna-se inevitável disponibilizar aos usuários e pesquisadores conteúdos informacionais atualizados nos diversos suportes como: papel, multimídia (CD-ROM; DVD), e-books.
Sobre a importância da Biblioteca Universitária no contexto do ensino, Pinheiro e Silva (2016, p.1) destacam que:

A informação é um elemento importantíssimo para que as atividades profissionais estejam incorporadas na evolução que acelera a universalidade do conhecimento. Nesse sentido, a biblioteca [universitária] como um dos meios de transmissão do saber, deve utilizar todos recursos que hoje estão disponíveis para estar engajada nesse mundo repleto de informações, ofertando meios para a comunidade na qual está inserida o acesso a informação atualizada.
Portanto, a explosão de informações nos vários recursos informacionais precisa ser avaliada pelo profissional da informação, pois, há uma constante mudança e atualização do conteúdo informacional devido a novas descobertas das ciências (PINHEIRO; SILVA, 2016).
Ao abordar a biblioteca, Abreu (2003 apud PINHEIRO; SILVA, 2016, p.1) retrata a importância da biblioteca na formação do indivíduo destacando que:

[...] a biblioteca, como uma instituição social tão antiga e tradicional, tem, atualmente, a tarefa de coletar e disponibilizar materiais informacionais em diversos formatos, que representem essa variedade e essa riqueza de informações produzidas pela sociedade.
Neste contexto, a Biblioteca Universitária como elemento essencial no processo de construção do conhecimento humano, deve se pautar em uma política de desenvolvimento de coleção que supra as necessidades informacionais dos cursos de graduação e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, para formar seu acervo bibliográfico, isto é, fomentar a qualidade do ensino, pesquisa e extensão.
Portanto, uma política de desenvolvimento de coleções quando bem elaborada facilitará ao profissional bibliotecário a seleção do material que será incorporado ao acervo da biblioteca, corroborando no desenvolvimento e na formação do indivíduo e do profissional, dando-lhe subsídio para novas descobertas nas diferentes áreas do conhecimento.
Uma política de desenvolvimento de coleções deve ter por prioridades:

u atender às bibliografias básicas e complementares dos cursos;
u manter o acervo atualizado e condizente com as necessidades dos cursos;
u contemplar a demanda dos usuários.

Ao abordar o uso dos materiais informacionais pertencentes ao acervo do Sistema de Bibliotecas da UEL, verificou-se por meio de estatísticas mensais e anuais a frequência dos usuários na biblioteca, o empréstimo e a consulta dos materiais bibliográficos.

Dados estatísticos quanto à utilização do acervo

No ano de 2015 registrou-se que a frequência de usuários  nas cinco unidades do Sistema de Bibliotecas da UEL foi 326.582, perfazendo um total de 1.680 usuários por dia. Quanto à consulta, foram registradas 50.278 consultas e 317.932 empréstimos de livros.
Com referência ao empréstimo observou-se que a obra mais emprestada nos últimos 14 anos é o Livro Fundamentos de Física dos autores Halliday e Resnick, volume 3. Nota-se que este título e volume possui 12 exemplares desta edição na coleção, além de outras edições mais antigas e mais recentes.
Portanto, pode-se considerar que o empréstimo deste exemplar torna-se relevante, merecendo destaque por sua contribuição na formação dos alunos que usufruem de seus conteúdos informacionais, ratificando a importância da biblioteca no contexto ensino, pesquisa e extensão.

Referências
FUNDAÇÃO SERDIL SAINT PASTOURS. Biblioteca. Política de desenvolvimento das coleções FSP 2007. Disponível em: http://www.saintpastours.org.br/biblioteca-politica. Acesso em: 10 jul. 2016.
PINHEIRO, Mariza Inês da Silva; SILVA, Vimário Carvalho da. Estudo de uso: uma análise de utilização das fontes de informação nas bibliotecas escolares públicas e privadas de Rondonópolis. Disponível em: http://gege.eci.ufmg.br/downloads/311.pdf. Acesso em: 15 jul. 2016.

terça-feira, 14 de junho de 2016

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA É UM LUGAR DE MEMÓRIA?

Felipe Caldonazzo de Almeida Pereira [1]
Técnico em Biblioteca da Divisão de Circulação do SB/UEL 
                                                                           

        Este artigo busca trazer um questionamento um pouco óbvio, porém não menos importante. Afinal, sendo a biblioteca universitária uma instituição reconhecida no processo de produção do conhecimento, com seu foco na comunidade acadêmica (docentes e discentes) e sua produção científica, a memória teria espaço nesse local?
Há muito tempo que a memória se faz presente nos espaços de uma biblioteca, principalmente quando se pensa na função de guarda e preservação de seu conteúdo (SILVA, 2006), tanto o físico (o suporte) quanto o da informação (documento). Nora (1993) lembra que a biblioteca funciona como um repositório das informações da sociedade, incluindo sua memória, assumindo o papel de um dos “lugares de memória”.
Cabe ressaltar que Nora faz uma distinção entre Memória e História. Enquanto “a história é a reconstrução sempre problemática e incompleta do que não existe mais”, “a memória é um fenômeno sempre atual, um elo vivido no eterno presente.” (NORA, 1993, p. 9). A memória também se diferencia da história por ser dinâmica. Tem uma ligação direta com os indivíduos, podendo ser relembrada e incorporada.
Sobre esses lugares de memória, eles podem ter uma função simbólica ou uma “função informacional, no sentido de lembrar os acontecimentos, pessoas e lugares que realmente existiram e cujas provas podemos encontrar nesses lugares.” (MURGUIA, 2010, p. 8).
Sobre esta primeira função, mesmo que uma biblioteca universitária tenha um caráter voltado para a produção e disseminação científica, Silva (2006) mostrou que sua própria arquitetura marca o espaço, sua localização se faz como uma referência, assim, possui uma das funções destacadas por Murguia, a simbólica. Portanto, a instituição também se inscreve na memória da sociedade por sua própria estrutura física.
 Uma outra função que se destaca é a informacional, onde esta instituição se torna uma das responsáveis pela disseminação das informações, do conhecimento e, também, da memória, afinal, as universidades têm uma importante contribuição para os aspectos culturais da sociedade. E mesmo na parte teórica, nas áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, a memória tem ganhado espaço, como pode-se perceber com os diversos trabalhos produzidos na área, com os eventos com esta temática e com a criação do GT 10 – Informação e Memória – no Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB).
Dodebei (2010) mostra a importância desse grupo de trabalho sobre memória, pois representa um diálogo transdisciplinar sobre o tema, podendo a informação ser tratada pela oralidade ou escrita, permitindo a contribuição de diversas áreas do conhecimento, como História, Filosofia, Antropologia e disciplinas, como Organização da Informação e do Conhecimento. Assim, a prática biblioteconômica pode acompanhar a discussão teórica e aplicá-la em sua realidade de trabalho.
Pode-se citar alguns exemplos dessa memória “viva” no próprio acervo do Sistema de Bibliotecas da UEL (SBUEL) e a importância desses materiais para a cultura londrinense. O primeiro exemplo é o livro “O doutor preto Justiniano Climaco da Silva: a presença negra pioneira em Londrina” (SILVA; PANTA, 2010). Este livro é produto de um subprojeto de Iniciação Científica de Mariana Panta, da pesquisa “População Negra em Londrina: Memória e realidade Social”, no âmbito do Grupo de Estudos de Relações Étnico-Raciais e Afro-Brasileiros (CNPq/UEL) e do Laboratório de Cultura e Estudos Afro-brasileiros (LEAFRO). Como se vê, é um trabalho da própria instituição universitária, fruto de um projeto de pesquisa e, nas palavras das autoras,

[...] este texto tem como objetivo divulgar a memória de uma das personalidades negras, que desempenhou um importante papel desde o início da colonização da cidade de Londrina até o final da década de 1990, o pioneiro Justiniano Clímaco da Silva, um dos primeiros médicos que trabalharam na cidade, atendendo a todos num contexto repleto de epidemias, que exigia a dedicação total ao ofício, ultrapassando as imensas barreiras da falta de condições para o exercício da clínica. (SILVA; PANTA, 2010, p. 6).

O segundo exemplo, um livro chamado Terra Vermelha (PELLEGRINI, 2003). É um romance baseado em fatos e pessoas reais, no qual mostra a história de dois imigrantes, ou pioneiros, José e Tiana, que se mudam para colonizar o que seria a cidade de Londrina. São 470 páginas de uma história que beira o irreal, mas que só a memória é capaz de mostrar a veracidade dos fatos, como a “Marcha das Putas” e as diversas disputas pelo uso da terra que ia sendo desbravada.
Assim, mesmo em uma biblioteca universitária, a memória se faz presente, seja ela resgatada por um romance ou um grupo de pesquisa em Ciências Sociais, mostrando, para toda comunidade interessada, um pouco dessa memória que vai sendo resgatada e disseminada.

REFERÊNCIAS
DODEBEI, Vera. Memória e informação: interações no campo de pesquisa. In: MARANON, Eduardo Ismael Murguia. (Org.). Memória: um lugar de diálogo para arquivos, bibliotecas e museus. São Carlos: Compacta Gráfica e Editora, 2010. p. 59-78.
MURGUIA, Eduardo Ismael. Apresentação. In: MARANON, Eduardo Ismael Murguia. (Org.) MEMÓRIA: um lugar de diálogo para arquivos, bibliotecas e museus. São Carlos: Compacta Gráfica e Editora, 2010. p.7-9.
NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. In: Projeto História, São Paulo, n. 10, p. 7-28, dez. 1993.
PELLEGRINI, Domingos. Terra Vermelha. São Paulo: Geração Editorial, 2003.
SILVA, Maria Nilza da; PANTA, Mariana. O doutor preto Justiniano Clímaco da Silva: a presença negra pioneira em Londrina. Londrina: UEL, 2010.
SILVA, Terezinha Elizabeth da. Bibliotecas: metáforas da memória. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n. 21, p. 85-94., 2006.



[1] Graduando em Biblioteconomia (UEL).

quinta-feira, 19 de maio de 2016


NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS: POR QUÊ É PRECISO?

Natali Silvana Zwaretch 
Bibliotecária da Divisão de Referência do SB/UEL


A importância da normalização de trabalhos acadêmicos incide em premissas básicas concernentes à produção e disseminação do conhecimento e está presente em diversas áreas, tanto no comércio, na indústria e nos trabalhos científicos, no intuito de dar confiabilidade e qualidade na transferência da informação. 
A ausência do uso da normalização na produção científica, resulta em documentos incompletos que acabam excluindo informações importantes, dificultando a localização e identificação. Com a adesão de padrões normativos, obtem-se qualidade e confiabilidade (MEADOWS, 1999).
A normalização de trabalhos científicos/acadêmicos é igualmente importante na avaliação dos cursos realizada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para reconhecimento, credenciamento e avaliação das condições de ensino. Segundo o Manual de Verificação in Loco das Condições Institucionais (BRASIL, 2002), é exigido que a biblioteca tenha um programa de treinamento de usuários que ensine a normalizar os trabalhos e as NBR disponíveis para normalização de documentação, sendo considerado item essencial o apoio na elaboração de trabalhos acadêmicos (ficha catalográfica e normalização bibliográfica).
Observa-se que, a eficiência e qualidade nos resultados da produção do conhecimento científico segue métodos, regras e técnicas definidas por normas brasileiras e padrões institucionais.
A qualidade da apresentação dos trabalhos acadêmicos é alcançada por meio da normalização, que equilibra a padronização e a simplificação no ato de elaborar o trabalho científico, além de facilitar o processo de comunicação e o intercâmbio da informação (UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, 2013, p. 2).
Santos e Sampaio (2014, p. 154) ressaltam que “o uso das normas gera como consequência, credibilidade, segurança, economia e facilidade de intercâmbio, atualmente conhecido como intercambialidade [...]”, permitindo assim uma recuperação mais eficaz de documentos, além de garantir uma padronização na disseminação de seu conteúdo.
Prestes (2009) salienta que as normas existem para facilitar o trabalho realizado, tanto por acadêmicos como pesquisadores, sendo um documento que fornece diretrizes, regras para atividades, com o objetivo de ordenar com qualidade determinada informação.
Visando todas essas premissas, o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina - UEL, tem disponível em seu acervo as normas da ABNT (Informação e documentação), referentes à normalização de trabalhos acadêmicos e disponibiliza em sua página na Internet uma apostila com regras básicas para apresentação dos trabalhos, modelo de lombada e modelo de capa padrão (http://www.uel.br/bc/portal/).
As principais normas utilizadas na correção dos trabalhos são: 
NBR 14724/2011: Trabalhos acadêmicos – Apresentação; NBR 6023/2002: Referências – Elaboração; NBR 10520/2002: Citações em documentos – Apresentação; NBR 6024/2012: Numeração progressiva das seções de um documento; NBR 6027/2012: Sumário; NBR 6028/2003: Resumo.
Diante desse cenário, o Sistema de Bibliotecas da UEL, realiza atividades voltadas para essa finalidade, como: Disque normas - atendimento prestado pelo telefone 3371-4610, com esclarecimentos e/ou orientações; Orientação das normas - pode ser tanto presencial, por telefone, chat ou email, quanto às dúvidas pontuais, enquanto o aluno desenvolve seus trabalhos; Normalização dos trabalhos (ABNT, APA, VANCOUVER), conferência da apresentação formal, estrutura, citações e referências bibliográficas e Treinamentos de normalização de trabalhos científicos – aula ministrada pelos bibliotecários por meio de agendamento dos alunos ou professores interessados. Durante os treinamentos os alunos expõem suas dúvidas, sendo possível ter um feedback de suas necessidades, possibilitando assim, uma maior interação bibliotecário/usuário.
Todas essas atividades e/ou serviços são realizados por um profissional bibliotecário, pois requerem conhecimento específico. Esse profissional faz com que a utilização das normas deixe de ser um problema, passando a ser uma solução, e ainda faz o elo de ligação entre as normas e o usuário.
Mesmo com todas as atividades citadas acima, e com tantos anos de serviços prestados pelo Sistema de Bibliotecas da UEL, infelizmente, observa-se que, ainda existem muitos alunos, pesquisadores e até mesmo professores que desconhecem esses serviços. Assim, o usuário, mesmo com trabalhos de excelente contéudo, perde valor na apresentação final, pela falta de uma normalização adequada.
Portanto, é de extrema importância que alunos de graduação e pós-graduação compreendam e utilizem as normas de documentação da ABNT em seus trabalhos acadêmicos (dissertações, teses, trabalho de conclusão de curso de graduação, especialização e/ou aperfeiçoamento), bem como, reconheçam os padrões utilizados pela UEL, visto que o resultado da produção científica com a normalização possui valor equivalente na qualidade final de um trabalho. 
Sempre lembrando à comunidade acadêmica que, o bibliotecário é o profissional indicado para orientar, sanar dúvidas pontuais e facilitar o entendimento e uso das normas, para que a produção do trabalho seja concluída com êxito.


REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Manual de verificação in loco das condições institucionais. Brasília: MEC, 2002.

MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 

PRESTES, Roseli Senna. A normalização como fator de qualidade ao trabalho acadêmico. 2009. Disponível em: http://www.webartigos.com/ artigos/a-normalizacao-como-fator-de-qualidade-ao-trabalho-academico/25055/#ixzz41mSEfJlj . Acesso em: 2 mar. 2016.

SANTOS, Eunice de Oliveira Frazão Pereira dos. A importância da normalização bibliográfica para a elaboração de trabalhos acadêmicos. 2012. 86 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Biblioteconomia) – Centro Universitário de Formiga - Unifor, Formiga - MG, 2012.

SANTOS, Mara Roxanne Souza; SAMPAIO, Denise Braga. Normalização na prática: um breve relato sobre normalização. InCID, Ribeirão Preto, v. 5, n. 1, p. 151-165, mar./ago. 2014.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Biblioteca Universitária. Guia de normalização de trabalhos acadêmicos da Universidade Federal do Ceará. 2013. Disponível em: http://www.biblioteca.ufc.br/images/arquivos/ documentos_tecnicos/guia_normalizacao_trabalhos_ufc_2013.pdf. Acesso em: 2 mar. 2016.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

AQUISIÇÃO DE LIVROS ELETRÔNICOS NACIONAIS E IMPORTADOS PELO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UEL
Postado por:
Geneviane Duarte Dias
Bibliotecária responsável pela Divisão de Formação e
Desenvolvimento da Coleção (DFDC) do SB/UEL 

            O Sistema de Bibliotecas da UEL, consciente de seu papel no acesso e difusão do conhecimento e desenvolvimento da pesquisa científica, tem adquirido como parte do acervo bibliográfico, livros eletrônicos (e-books) nacionais e importados de diversas áreas do conhecimento, disponibilizado-os para seus usuários. A aquisição desse acervo eletrônico enriqueceu sobremaneira o acervo do SB/UEL e por extensão os produtos e serviços oferecidos, pois o livro eletrônico é um recurso inestimável com suporte prático e versátil. O acesso remoto a materiais de informação tem sido muito valorizado pelos usuários do SB/UEL pela comodidade e conforto que ele oferece, proporcionando ao usuário um melhor aproveitamento de seu tempo.
            Atendendo a legislação, a modalidade de aquisição dos livros eletrônicos é Compra Direta por Inexigibilidade de Licitação, pois como a compra é efetuada diretamente de seu editor de origem, não havendo viabilidade de competição. Os e-books na modalidade adquirida, não têm limites de usuários, downloads ou cópias; permitem o acesso perpétuo das edições com autores competentes e de renome e representam um aprimoramento no recurso material de ensino/aprendizagem que a UEL oferece aos seus funcionários, acadêmicos e docentes de graduação e pós-graduação. Os contratos estabelecidos definem restrições para uso e respeito à propriedade intelectual. O acesso é permitido a todo computador conectado à rede da UEL, sendo possível também o acesso de casa, pela comunidade pertencente à UEL, mediante realização de configurações.
Atualmente, o SB/UEL conta com 2.521 títulos de e-books, sendo 2.198 títulos importados e 323 títulos nacionais, disponibilizados em textos completos, relacionados às áreas de Química, Ciências da Terra, Medicina Veterinária e Ciências da Saúde, Fisioterapia, Farmácia, Nutrição, Enfermagem, Psicologia, Arquitetura e Design, Ciências do Comportamento, Engenharia, Computação, Tecnologia Wireless e Software, Energia, Telecomunicações, Tecnologia Biomédica, Física, Matemática e Estatística, Arquivologia, Economia, Arte, Ciências Sociais, Comunicação/Cinema, Literatura/Letras e Música.
            No entanto, encontramos algumas dificuldades, principalmente na aquisição dos títulos nacionais. Apesar do sucesso na compra dos e-books nacionais adquiridos pelas editoras Atheneu e Zahar em 2012, 2013 e 2014; os e-books em português disponibilizados pelas editoras (que poderiam ser maciçamente utilizados pelos usuários da Biblioteca, visto que muitos são indicados nas bibliografias básicas e complementares dos cursos) têm um custo altíssimo e a concessão geralmente é realizada pela modalidade de compra “Assinatura”. A média de custo de acesso a essas bibliotecas virtuais varia de R$ 100.000,00 a R$ 150.000,00 anuais. Dessa forma, as assinaturas de livros eletrônicos continuam inviáveis em função do alto custo, e incerteza de renovação para o próximo ano.
            No quadro abaixo, observa-se a evolução da aquisição dos e-books, a quantidade de títulos adquiridos e as áreas contempladas.

Quadro 1 – Evolução da aquisição de livros eletrônicos, 2008-2014
ANO
TÍTULOS
ÁREAS
2008
754
Importado: Química, Ciências da Terra, Engenharia, Matemática e Estatística, Medicina Veterinária e Ciências da Saúde, Psicologia, Arquitetura e Design, Ciências do Comportamento, Ciências da Terra
2009
360
Importado: Medicina, Arquitetura e Design, Ciências do Comportamento
2010
334
Importado: Medicina
2011
689
Importado: Engenharia, Computação, Tecnologia Wireless e Software, Energia, Telecomunicações, Tecnologia Biomédica
2012
51
Importado: Ciências da Saúde, Negócios, Ciências da Terra, Psicologia, Ciências Sociais, Tecnologia & Engenharia, Filosofia, Educação, História, Tecnologia da Informação, Musica, Ciência Política, Matemática, Filosofia, Ciência da Informação
52
Nacional: Ciências da Saúde
2013
204
Nacional: Arte, Ciências Sociais, Comunicação/ Cinema, Literatura/Letras, Música
2014
10*
Importado: Engenharia, Computação, Tecnologia Wireless e Software, Energia, Telecomunicações, Tecnologia Biomédica, Ciências da Saúde, Medicina Veterinária, Física, Arquivologia, Fisioterapia, Matemática, Economia
67
Nacional: Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Medicina, Enfermagem
TOTAL
2.521
* Inclui ainda a Coleção de livros eletrônicos da Editora Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), contemplando a atualização de todos os títulos a serem publicados em 2015, 2016 e 2017.