18 de mai. de 2020


Edileusa Regina Aguiar dos Santos
Bibliotecária da Divisão de Referência do Sistema de Bibliotecas UEL.

Plano para a reabertura das Bibliotecas – face a realidade da pandemia da Covid-19

No dia 30/01/2020, foi declarada pela Organização Mundial da Saúde “[...] o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) [...] – o mais alto nível de alerta da Organização,” [...] e “em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada [...] como uma pandemia”. (OPAS; OMS, 2020).
Em estado de alerta pela pandemia, a Universidade Estadual de Londrina estabeleceu o Plano de Contingenciamento ao combate da (COVID-19) por meio do Ato Executivo 22/2020 (UEL, 2020), que designou aos servidores trabalharem remotamente, por home office ou “teletrabalho, modalidade, [em que] a prestação de serviço se dá preponderantemente fora das dependências da empresa”. (GRANATO, 2020). Ainda corroborando com a situação exposta, a autora esclarece que o sistema home office, é adotado como “medida emergencial, [...] no caso de enchentes, greve no transporte público ou como prevenção contra o novo coronavírus”. (GRANATO, 2020).
Assim, o Sistema de Bibliotecas da UEL - SB entre outros setores liberados pela UEL, adotou o atendimento à distância, com o objetivo de evitar aglomeração no interior das bibliotecas e cumprir com as regras exigidas para garantir a proteção dos servidores e usuários.
Durante esse período em que o (SB) se mantém fechado em obediência ao ofício da UEL por consequência da pandemia da covid-19, os funcionários vêm exercendo ativamente o teletrabalho e priorizando o contato virtual efetivo com a comunidade usuária, por todas as equipes no atendimento com relação a:
·  Suporte na renovação online prolongada do empréstimo domiciliar de materiais bibliográficos impressos, entre outros questionamentos relacionados a circulação de materiais;
·   apoio na orientação e confecção de fichas catalográficas online;
·   serviços ligado ao Comut;
· comunicação interativa por meio de redes sociais e e-mail, sanando dúvidas gerais e de referência;
·  ajuda no acesso de consultas na procura dos artigos dos periódicos científicos da UEL e portal da CAPES;
· auxílio online de atendimento às solicitações de buscas por pesquisas e elaboração de listas de referências exigidas para os trabalhos acadêmicos;
· normalização de trabalhos solicitados pela Comunidade interna/externa e dos artigos dos periódicos científicos online editados pela UEL.
Tudo o que diz respeito ao ambiente digital, está sendo atendido com presteza nesse período de ausência pelo (SB).
Vale frisar, que o serviço de renovação via internet já existe há algum tempo, apesar do (SB) realizar também o atendimento de renovação por telefone e presencial em grande escala. Porém, em razão da necessidade do afastamento devido a pandemia, os usuários acostumados com a segunda e terceira opção tiveram que se adaptar à nova realidade conectando-se ao ambiente digital, que inclusive, atraiu aqueles alunos desabituados com a biblioteca e que se sentiram pressionados na busca por informações e serviços das bibliotecas, para a realização dos seus homeworks.
Nesse contexto atual de enfrentamento da Epidemia da Covid-19, o (SB) se obriga a traçar um plano que o oriente nos procedimentos que garanta o seu funcionamento adequado, quando for liberada a reabertura para o atendimento ao público.
O plano de desconfinamento, sugerido, quando for liberado oficialmente o funcionamento das atividades das bibliotecas será traçado mediante uma logística de atendimento com regras bem definidas para serem rigorosamente cumpridas nos espaços de estudo e utilização dos serviços presenciais.
É de muita responsabilidade, previamente estabelecer formas seguras sob as orientações do órgão superior da Saúde em consonância com os órgãos competentes da UEL e das unidades de informação, para reduzir o número de pessoas, evitando a aglomeração com o controle rigoroso, privilegiando o distanciamento físico com sinalizações. Os servidores do atendimento direto deverão seguir as orientações básicas de uso de máscaras (de luvas (em tarefa que exigir)), a limpeza e higienização frequente ou regular dos ambientes físicos, superfícies e materiais, além da atenção com a limpeza das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%. Portanto, a reposição dos dispensers de álcool em gel, sabonetes líquidos nos banheiros, os saneantes para a higienização local, deverá ser monitorada, garantindo assim a proteção dos servidores e usuários.
Para tanto, deve-se considerar as características dos espaços de cada Biblioteca e de seus serviços específicos, levando em conta que é prioritária a prevenção da possibilidade de qualquer tipo de contágio de todos os envolvidos nos trabalhos e do cumprimento real das medidas de segurança elencadas acima.
Devem ser asseguradas as condições para impedir a livre circulação às estantes, assim como se faz necessária e obrigatória a quarentena dos materiais bibliográficos impressos consultados no local e daqueles devolvidos de empréstimo domiciliar, como forma de minimizar os riscos de contaminação pelo coronavírus.
A princípio, se estiver de acordo com as normas da equipe epidemiológica e em cumprimento com a autoridade superior institucional, o funcionamento das bibliotecas poderá ser realizado em “meia fase” sem a liberdade de entrada e permanência de usuários no local. Na medida do possível incentivar o atendimento (virtual), e quando não, realizá-lo com restrição na ala externa dos balcões de empréstimo/renovação/devolução, mantendo o distanciamento sinalizado e recomendado pela (OMS) de pelo menos 1 metro um do outro, e a lacração das entradas/saídas, impedindo assim, o movimento nos espaços interiores das Bibliotecas, mesmo porque as salas e mesas de estudos deverão ser ocupadas com a disposição obrigatória dos livros, devidamente identificados com os prazos de vencimento de quarentena dos mesmos.
Dessa forma, o funcionamento das Bibliotecas deverá ser liberado gradativamente, prevalecendo sempre o bom senso e a prudência, conforme as condições de cada equipe, especialmente das equipes responsáveis pelo atendimento direto ao usuário, após a definição moderada dos serviços a serem disponibilizados, em concordância com as orientações da equipe da saúde e das autoridades superiores encarregadas, nas tomadas de decisões finais.
Com base na literatura sobre a Covid-19, os conservadores ainda analisam “os mistérios do manuseio de materiais”. É preciso manter as bibliotecas protegidas aos servidores e a comunidade usuária, enquanto durar o surto da pandemia, o que é algo muito complicado tanto para as superfícies como o material, segundo Lara Ewen (2020).
A autora menciona tratar-se de uma situação sem exemplos anteriores, haja vista que até “os conservadores, com experiência em diagnosticar e reparar danos às coleções, [alegam não haver] informações históricas sobre a higienização dos materiais [...]” (EWEN, 2020). Na opinião de Evan Knight, especialista em preservação [...]: "Não há nada publicado ou compartilhado de epidemias anteriores" (apud EWEN, 2020).
A análise de uma pesquisa recente e em evolução relata que o ‘coronavírus’ semelhante ao SARS-CoV-2, causador da doença Covid-19 é resistente em determinadas “superfícies inanimadas como (metal, vidro e plástico)” perdura “por até nove dias”, sendo que “no papel” permanece “por quatro ou cinco dias”. Os “dados recentes [...] indicam que o SARS-CoV-2 é detectável em aerossóis por até três horas, em cobre por até quatro horas, em papelão por até 24 horas e em plástico e aço inoxidável [...] apenas dois a três dias” (EWEN, 2020).
Para Laura Ewen (2020), “[...] conciliar os requisitos de saúde pública desta pandemia” com o cumprimento dos serviços de bibliotecas é um desafio, enfatizando que “o desinfetante mais fácil, mais seguro e mais barato é o tempo”, no momento em que o recuo “pode ser a melhor defesa contra uma ameaça ainda em desenvolvimento”. "Esta pandemia é uma situação única para a maioria dos conservadores, por [não se saber] muito sobre desinfecção em geral, e esse vírus especificamente", em que “a profilaxia, ou medidas preventivas, são as melhores [alternativas]." (EWEN, 2020).
“As bibliotecas podem fornecer um vetor de risco para a disseminação da doença, [...] além dos impactos diretos à saúde, pode reduzir a confiança do público [...]” (EWEN, 2020).
Nadal apoia o planejamento para que as bibliotecas permaneçam “fechadas até que o risco de infecção pública seja eliminado”. "Quarentena após a viabilidade do vírus é o melhor plano." (apud EWEN, 2020).
"Não há estudos que respondam especificamente à questão de quão transmissível o coronavírus pode ser dos materiais mais comuns da biblioteca, como papel revestido e não revestido, tecido de livro [...]", assim como os especialistas não conhecem algum “produto de limpeza ou desinfetante 'menos prejudicial', especialmente para objetos de óbvio valor duradouro”. A lavagem cuidadosa das mãos, “especialmente ao manusear livros ou objetos compartilhados” é fundamental. (KNIGHT apud EWUEN, 2020).
A reabertura das bibliotecas, visto que ainda não existe o controle total da pandemia poderá ser feito de forma parcial, sem a permissão de acesso aos ambientes internos de estudos, leitura, laboratório de informática, estantes e atendimento de referência presencial.
Considerando as características dos espaços das Bibliotecas e as especificidades dos seus serviços, manter a segurança de todos os servidores e usuários de uma mínima chance de contágio, é imprescindível nesse tempo de pandemia; seguir as normas de proteção com o uso de Epi(s) e a constante higienização das mãos, motivo de preocupação contínua pela percepção de que nem todos obedecem e respeitam as medidas preventivas.
As normas de segurança exigidas deverão ser monitoradas, com a privação temporária da liberdade de acesso, o que não vai prejudicar o usuário, pois terá ao seu dispor um funcionário para buscar o material solicitado na estante, enquanto ele aguarda do lado externo da Biblioteca. Essa é uma medida de flexibilização para garantir o distanciamento social, enquanto durar essa realidade emergente de caso de saúde pública. Não será permitida a consulta do material no recinto das bibliotecas, porém, a quarentena de todos os materiais emprestados a domicílio e devolvidos nos balcões é obrigatória, como uma das formas de evitar a contaminação.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os casos confirmados da doença em Londrina até 28/04/2020 foram de 100 casos positivos e de 13 óbitos. Dentre esses casos, infelizmente a UEL perdeu alguns de seus servidores e outros foram hospitalizados contaminados pelo coronavírus, o que gerou uma grande angústia e frustração nas parcerias de trabalho. Diante disso, os servidores do grupo de risco poderiam ser mantidos pela administração com suas atividades em regime de teletrabalho ou home office, como medida preventiva frente ao risco de contaminação pelo vírus.
O planejamento de reabertura das bibliotecas deverá seguir as orientações da Saúde em conjunto com a administração superior institucional e de suas lideranças, para que as decisões entre seus membros, em conformidade com a equipe epidemiológica, apresentem medidas estratégicas que possam oferecer um atendimento seguro e ao mesmo tempo de qualidade, permitindo assim, agir com clareza frente ao combate da epidemia do surto da doença Covid-19.

Referências

EWEN, Lara. Como higienizar coleções em uma pandemia. 2020. Disponível em: https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=rm&ogbl#inbox/FMfcgxwHNMRZThKSBCwCRnVltjjzFsnB. Acesso em: 8 maio 2020.
GRANATO, Luísa. Qual é a diferença entre home office e afastamento? Exame, São Paulo, SP, ed. 17 mar. 2020. Carreira. Disponível em: https://exame.abril.com.br/carreira/qual-e-a-diferenca-entre-home-office-e-afastamento/. Acesso em: 11 maio 2020.
LONDRINA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal. Londrina em casa contra o coronavírus. Londrina: SMS, 2020. Disponível em: https://saude.londrina.pr.gov.br/images/COVID_19/Apresentao_2804.pdf. Acesso em: 8 maio 2020.
OPAS - Organização Pan-Americana da Saúde; OMS - Organização Mundial da Saúde. Folha informativa – COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus). Brasília, DF: OPAS Brasil, 2020. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875. Acesso em: 8 maio 2020.
UEL - Universidade Estadual de Londrina. Ato Executivo 22/2020. Dispõe sobre a suspensão das atividades da UEL no período de 17/03/2020 a 12/04/2020 em virtude da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) e outras providências. Londrina: UEL, 2020. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1-cEAEzB8PHQHZ3HQRNhJeAEuU3AmzZ49/view. Acesso em: 8 maio 2020.

13 de mar. de 2020



Ana Luísa Moure Peres
Graduanda do 4º ano de Biblioteconomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Estagiária no setor de Referência da Biblioteca Central da UEL.


AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS

Considerados como o principal meio para a realização da comunicação científica, os periódicos científicos são canais formais frequentemente utilizados pelos pesquisadores para a divulgação de suas pesquisas. Sua evolução ao longo do tempo, juntamente com o avanço das tecnologias, contribuiu para aumentar a visibilidade dos resultados das investigações realizadas, que são publicados mais rapidamente e com custos menores.
Desse modo, ao considerarmos a importância dessas fontes para a disseminação do conhecimento, principalmente, e a proliferação de títulos, que crescem a cada ano, torna-se fundamental a apresentação de critérios de qualidade por parte dessas publicações. Assim, é possível verificar a confiabilidade e integridade de seus artigos, o que contribui para o reconhecimento dos autores em meio à comunidade científica.
Essa avaliação, de modo geral, abrange duas categorias a serem analisadas: os aspectos processuais e os resultados provenientes da publicação dos artigos, conforme explicado por Oliveira (2017). Segundo a autora, a primeira categoria contempla os fatores relacionados à gestão editorial, enquanto a segunda concentra-se em análises de citações e níveis de impacto exercidos pelos artigos, por exemplo.
Barbalho (2005) aponta que a avaliação busca contribuir para o atendimento qualitativo das demandas informacionais da comunidade científica, incluindo “questões relativas tanto à forma dos textos produzidos quanto ao mérito do conhecimento produzido, assegurando a sua credibilidade para que atinja o alcance desejado” (BARBALHO, 2005, p. 7). Assim, a autora aponta que para manter boa qualidade, o periódico precisa apresentar periodicidade regular e distribuição abrangente, buscando atender às expectativas do público-alvo, que valoriza o rigor metodológico da pesquisa e da apresentação, conforme as formalidades da comunidade científica.
No Brasil, como explica Silva (2008), a avaliação de periódicos científicos é uma importante ferramenta de política de avaliação da ciência, onde o principal modelo está consolidado pelo instrumento desenvolvido pela Capes, o Qualis Periódicos, reconhecido pela comunidade científica como representante da avaliação da produção científica no país. Para o autor, essa avaliação consiste em um mecanismo de qualificação da produção dos pesquisadores, o que acaba por influenciar as formas de se produzir ciência.
Apesar da existência de critérios de avaliação, é importante ressaltar que a qualidade de um periódico científico “[...] não é um valor facilmente mensurável ou completamente tangível, pois sua estrutura é formada por um conjunto de diversos aspectos, como: conteúdo, forma de apresentação, normalização e produção editorial” (GONÇALVES; RAMOS; CASTRO, 2006, p. 174). Assim, deve-se levar em consideração o propósito da avaliação a ser feita, pois dependendo dos objetivos estabelecidos serão utilizados diferentes critérios e métodos, que acabam por interferir em seus resultados.
Com relação aos modelos de avaliação existentes, as autoras apontam que a maioria contempla os mesmos elementos, adaptando-se somente os graus de exigência e obrigatoriedade no atendimento a cada um deles, que se dividem em duas categorias: aspectos de forma (extrínsecos) e de conteúdo (intrínsecos).
Relacionado aos aspectos intrínsecos, Leite (2009) aponta que o conteúdo científico é o principal fator que determina a qualidade do periódico, onde se consideram características que evidenciam a relevância da publicação, como o predomínio de divulgação de resultados de pesquisas e a presença de artigos tematicamente relacionados à missão da revista, por exemplo. Além disso, a autora escreve que a metodologia e estrutura da redação do texto, assim como contribuições relevantes e originais para o avanço do conhecimento, também são fatores a serem observados nesse âmbito. 
Outro indicador da qualidade relacionado ao conteúdo é a revisão por pares, que consiste, segundo Leite (2009), na submissão do trabalho científico à avaliação de especialistas, considerada imprescindível para a garantia da qualidade e da credibilidade do periódico. A autora aponta que esse processo deve estar descrito nas normas da revista, orientando os autores na preparação de seus textos. Outro fator indicado pela autora está relacionado ao corpo editorial, “fator de qualidade nas avaliações de publicações pelas instituições indexadoras, pelas agências nacionais de ciência e tecnologia e pelos programas de auxílio a publicações científicas” (LEITE, 2009, p. 317).
No que diz respeito aos indicadores de qualidade extrínsecos, Leite (2009) explica que estão relacionados ao formato de apresentação da revista e à qualidade da produção editorial, como a periodicidade, pontualidade, duração, normalização e padronização. A autora também inclui o trabalho editorial nesse âmbito, como a distribuição e o acompanhamento do fluxo de avaliações pelos pares, por exemplo, além da difusão e da indexação, que contribuem para o aumento da visibilidade, acessibilidade e disseminação dos trabalhos científicos.
Portanto, tendo em vista o importante papel desempenhado pelos periódicos científicos no contexto da comunicação científica e da disseminação de informações, pode-se afirmar que essas fontes contribuem para a evolução das áreas do conhecimento, tornando a avaliação dos periódicos uma atividade essencial para o desenvolvimento do saber científico.

REFERÊNCIAS

BARBALHO, C. R. S. Periódicos científicos em formato eletrônico: elementos para sua avaliação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 28., 2005, Rio de Janeiro. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2005.

GONÇALVES, A.; RAMOS, L. M. S. V. C.; CASTRO, R. C. F. Revistas científicas: características, funções e critérios de qualidade. In: POBLACION, D. A.; WITTER, G. P.; SILVA, J. F. M. (org.). Comunicação e produção científica: contexto, indicadores e avaliação. São Paulo: Angellara, 2006. p. 165-190.

LEITE, M. P. F. Avaliando a qualidade de revistas científicas para a publicação de resultados de pesquisas e estudos. Revista Mineira de Enfermagem, Belo Horizonte, v. 13, n. 3, p. 317-319, jan./mar. 2009.

OLIVEIRA, C. C. V. Qualidade dos periódicos científicos: um modelo-síntese para avaliação com foco nos aspectos extrínsecos e intrínsecos indiretos da publicação. 2017. 283 f. Tese (Doutorado em Gestão e Organização do Conhecimento) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2017.

SILVA, L. A. F. Critérios para qualificar periódicos: a subárea Ciências Sociais Aplicadas I/Ciências da Informação. 2008. 135 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia e Gestão do Conhecimento) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2008.

9 de out. de 2019

LISA: conteúdo voltado à Ciência da Informação


Segunda, 30 Setembro 2019

A Ciência da Informação possui, em sua configuração estrutural, “um caráter eminentemente interdisciplinar, e, ainda que coexistam múltiplas reflexões e pensares, não se pode negligenciar que o espectro dos conhecimentos envolvidos em Ciência da Informação se estende por todos os campos científicos”*. Pesquisadores, alunos e profissionais dessa área devem ser capazes de fornecer a informação correta de fonte confiável, no momento ideal e de forma assertiva. Para isso, precisam ter disponíveis ferramentas adequadas

          

O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) abriga conteúdos relacionados à Ciência da Informação, que faz parte da grande área do conhecimento de Ciências Sociais Aplicadas e envolve formações como biblioteconomia, arquivologia, museologia e outras. Uma das bases de dados disponíveis é a Library and Information Science Abstracts (LISA) – com cobertura que inclui temas como gerenciamento e tecnologia da informação, internet, bibliotecas e arquivos, uso e usuários e recuperação de informações.

O LISA tem uma perspectiva internacional e um público diversificado, incluindo pesquisadores, estudantes, funcionários de bibliotecas e profissionais da informação. Desde a sua criação em 1969, o serviço se envolve com teoria e prática de bibliotecas e ciências da informação, incorporando desenvolvimentos facilitados pela tecnologia da informação e comunicação, além de campos relacionados. A base indexa mais de 400 periódicos de cerca de 45 países e 20 idiomas, fornecendo uma cobertura bibliográfica abrangente da literatura acadêmica relacionada à biblioteconomia. O conteúdo cresce mensalmente, com mais de mil registros adicionados a cada atualização.

O documento de área da CAPES indica que Comunicação e Informação dizem respeito a fenômenos centrais da sociedade contemporânea, apresentando um importante papel junto à sociedade brasileira na produção de conhecimentos e na formação acadêmica de profissionais e pesquisadores, no sentido de propiciar uma percepção mais ampla da realidade e mobilizar práticas criativas e inovadoras. “O volume de dados, informações e conhecimentos produzidos em distintos ambientes, com diferentes finalidades e usos, influem nos processos de investigação e evidenciam a importância do humano nesse contexto”, pontua o documento.

Além do LISA, acessível por meio da opção buscar base, o Portal de Periódicos da CAPES contém outros conteúdos dedicados à Ciência da Informação. Conheça alguns deles:

Emerald
A plataforma compreende coleções e backfiles que abrangem as áreas de Ciência da Informação e Biblioteconomia, além de contemplar também Economia, Finanças, Educação, Marketing, Logística e Administração. São mais de 200 periódicos disponíveis. O acesso ao conteúdo pode ser feito pelo link buscar base ou a partir da opção buscar periódico, selecionando o editor/fornecedor Emerald.

Information Science and Technology Abstracts (ISTA)
A plataforma de referenciais com resumos indexa artigos de mais de 450 publicações relacionadas à Ciência da Informação, além de livros, relatórios de pesquisa, anais de conferências e patentes com cobertura abrangente e contínua dos periódicos mais importantes da área. Para acessar o conteúdo, é necessário entrar na opção buscar base.

Library, Information Science and Technology Abstracts (LISTA)
A base é composta por quase 500 periódicos especializados em Ciência da Informação, Biblioteconomia e Tecnologia, sendo que mais de 280 são em texto completo. Também oferece acesso a livros, publicações de conferências e relatórios. O acesso ao conteúdo deve ser feito a partir do link buscar base.

Outros conteúdos
Profissionais, pesquisadores e estudantes também podem, eventualmente, localizar conteúdo na plataforma da editora Senac e em bases de dados interdisciplinares, como Academic Search Premier, Academic OneFile, Wiley Online Library, SpringerLink, ScienceDirect, Project Muse, Sage, Highwire, World Scientific, Cambridge e Oxford.

Outra opção é buscar bases de dados de áreas correlacionadas, como a ACM Digital Library e a Computers and Applied Sciences Complete, que englobam materiais de Ciência da Computação, ou a Now Publishers, voltada para Administração, Computação e Engenharia.

Também estão disponíveis conteúdos de acesso aberto, como DOAJ, ROAD e SciElo. Na busca avançada da opção buscar base, o usuário pode selecionar o tipo de conteúdo, incluindo diretórios de pesquisa, repositórios de teses e dissertações e institucionais. No link buscar periódico é possível ainda selecionar o editor/fornecedor “Periódicos Nacionais” para obter resultados de pesquisa.

*Definição extraída do artigo “Traçados e limites da ciência da informação”, disponível no Portal de Periódicos por meio do DOAJ (https://doaj.org/article/2dcc0c463fc64c97985d29004591829d?frbrVersion=2)

Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição

A reprodução parcial ou total de notícias é autorizada desde que seja citada a fonte: "Portal de Periódicos da CAPES"


Alice Oliveira dos Santos 


19 de ago. de 2019




Dirce Missae Suzuki
Bibliotecária Chefe da Biblioteca Setorial de Ciências Humanas
 Sistema de Bibliotecas UEL.


A Biblioteca Setorial de Humanas recebeu visitas inusitadas nos dias 15 e 16 de Agosto. Quatro beija-flores sendo que dois conseguiram sair da unidade, mas dois ficaram por volta de 8 horas conosco. Com a preocupação do bem-estar dos mesmos chamamos especialistas da UEL, Marcelo Tiago Jardim, aluno do segundo ano de graduação em Ciências Biológicas e de iniciação científica na área da ornitologia, com um projeto denominado: “Comunidades de aves em unidades de conservação urbanas na cidade de Londrina, norte do Paraná.

O projeto é orientado pelo Prof. Dr. Luiz dos Anjos e visa o estudo de comunidades de aves em ambientes urbanos e peri urbanos. Os beija-flores estão entre as aves mais conhecidas, seja por suas cores, pela agilidade do voo ou pela importante função ecológica que desempenham. A maioria das espécies é territorialista, perseguindo em altas velocidades quaisquer outros indivíduos, sejam da mesma espécie ou mesmo de outras espécies, que invadirem o seu território.

Como estas espécies podem ser encontradas também em ambientes urbanos, muitas vezes estas perseguições os levam a adentrar casas e outras edificações, de onde podem ter dificuldades em sair, especialmente pela presença de pessoas ou portas e paredes que o confundem.

Pesando apenas de 3 a 4,5 gramas, o besourinho de bico vermelho (Chlorostilbon lucidus) recebe até nome de inseto. Outra espécie que compartilha o mesmo ambiente, com uma ou outra briga é o beija flor de banda branca (Amazilia versicolor), estes dois simpáticos seres alados fazem parte da fauna da Universidade Estadual de Londrina e visitam até as Bibliotecas, como avezinhas cultas que são hehe. Palavras do Marcelo.

Os funcionários e alguns usuários da Biblioteca de Humanas se sentiram adocicados pela presença dos beija-flores, pois isso nunca havia acontecido, assim sendo houve uma movimentação à proteção deles, até flores com copinhos de açúcar deixamos para o beija-flor passar à noite.

Que tenhamos mais visitas, mas não dentro da Biblioteca.

18 de jul. de 2019


GEOGRAFIA (Londrina)
A Revista GEOGRAFIA (Londrina) é uma publicação do Departamento de Geociências desde 1983, e ligada ao Programa de Mestrado e Doutorado em Geografia da Universidade Estadual de Londrina a partir de 2010. Seu objetivo é a divulgação de trabalhos científicos inéditos (artigos, oficinas pedagógicas, resenhas e notas científicas) nas áreas de interesse da ciência geográfica. São aceitos para submissão artigos nos idiomas português, espanhol e inglês. Recebimento em fluxo contínuo.
A Revista Geografia (Londrina) também é:
Qualis CAPES - 2017- Geografia: B1
B2 - Interdisciplinar; B2 - em Educação; B4 - Em Ensino; B4 - Antropologia e Arqueologia; B4 - Ciências Ambientais; B5 - Ciências Agrárias I; B5 - em Geociências; C - em Biodiversidade; C - em Ciências Biológicas II; C - em Biotecnologia; C - em Psicologia.

O acesso é livre e gratuito através do link: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/geografia






Entretextos


A Revista Entretextos é uma publicação eletrônica, com periodicidade semestral, dos discentes do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Publica, em fluxo contínuo, artigos, resenhas e entrevistas das áreas de Linguagem & Significação e Linguagem & Educação. Para submissão são aceitos trabalhos em Português, Espanhol, Francês e Inglês.

A revista possui Qualis CAPES - 2016 - Letras/Linguística: B2. E acaba de publicar dois números:
v. 18, n. 2 (2018) - Número temático.
v. 19, n. 1 (2019)- Dossiê:“O agir educacional na perspectiva do Interacionismo Sociodiscursivo: dos objetos de ensino às atividades didáticas”, organizado pela Profª. Drª. Elvira Lopes Nascimento.
Este número, “O agir educacional na perspectiva do Interacionismo Sociodiscursivo: dos objetos de ensino às atividades didáticas” apresenta uma coletânea de trabalhos cuja preocupação é a de contribuir com reflexões teóricas e práticas sobre aspectos articulados ao agir educacional, os dispositivos didáticos, os modos de tratamento dos objetos de ensino e a relação entre o ensino de gêneros textuais e o desenvolvimento das capacidades de linguagem.

O acesso é livre e gratuito através do link: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/entretextos




Projetica

A revista Projetica é uma publicação científica de Design com periodicidade semestral (Junho/Dezembro) e publica trabalhos inéditos nos seguintes temas: Design: Gestão, Produto e Tecnologia; Ergonomia e Usabilidade; Design de Moda: Design: Educação, Cultura e Sociedade; Design para Sustentabilidade; e Animação, Cinema e Games.
O acesso é livre e gratuito pelo link: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/projetica