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quarta-feira, 24 de abril de 2013

SECRETÁRIO EXECUTIVO: uma profissão de sucesso


Postado por
 Ilda Giorgiani Cortezão
Secretária Executiva do Sistema de Bibliotecas da UEL


A Secretaria Executiva do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina é uma unidade de apoio técnico-administrativo, diretamente vinculada à Direção, e  imprescindível para o desenvolvimento das atividades administrativas do órgão. Na Secretaria Executiva estão lotados uma secretária executiva, um técnico de assuntos universitários, e um técnico administrativo, além de contar, esporadicamente, com estagiários.
Este texto objetiva abordar a profissão do Secretário Executivo, um profissional que tem se destacado no âmbito organizacional pela sua competência e visão estratégica. 
A origem da palavra “Secretária” nos remete à Idade Antiga. Dadas as devidas proporções, os escribas já desenvolviam, naquela época, atividades de classificar arquivos, redigir ordens etc.
Por muito tempo, esta função ficou adormecida.
As metamorfoses ocorridas mundialmente, em conseqüência de duas revoluções (comercial e industrial) e duas grandes guerras, influenciaram também no perfil da atividade secretarial, que até então era exercida somente por homens, passando a dar destaque à mulher frente à profissão.
No Brasil, essa atividade começou a ter papel relevante a partir de 1950. Os cursos técnicos de secretariado surgem a partir de 1950, e nos anos 70 são criados os primeiros cursos de nível superior na área. Cabe aqui citar Natalense ( 1995, p.1):

nos anos 70, mudanças significativas começaram a acontecer na profissão de secretária. Ela passou a ser vista como um membro ativo na gerência, participando de programas de desenvolvimento mais elaborados ... No final da década de 70 vimos a secretária com uma atuação mais dinâmica e abrangente, ganhando respeito nas organizações.

Começou aí uma nova era para o profissional de secretariado executivo no Brasil.
A Lei 7377, de 30/09/1985, complementada pela Lei 9261, de 10/01/1996 regulamentaram a profissão de Secretário Executivo.
Ainda segundo Natalense (1995, p.1) “os anos 90 representam um grande desafio para a profissão da secretária. As megatendências, a reengenharia, a busca da excelência obrigam as profissionais a redimencionarem a sua atuação”.
Dentro desse novo cenário, o cargo passa a ocupar papel de destaque dentro das organizações, exigindo-se habilidades comportamentais e capacitação adequada para subsidiar a tomada de decisões frente às esferas superiores das empresas. Esse profissional vem se tornando, cada vez mais, imprescindível dentro das organizações, sejam elas públicas ou privadas.
Essa mudança de perfil exigiu do Secretário Executivo que saísse de sua zona de conforto e buscasse novos conhecimentos para atender às necessidades do mercado. As transformações pelas quais passam as empresas exigiram desse profissional uma mudança de perfil, com foco na aprendizagem continuada .
Nesse sentido, entra a parceria das organizações: prover o seu capital humano de oportunidades para capacitação, pois o conhecimento agregado fará toda a diferença no sentido de construir uma empresa mais saudável, justa, humana e lucrativa.
Seguindo esse raciocínio, como todas as profissões, o profissional de secretariado não pode ficar vendo a “banda passar”.  Precisa ter uma visão holística da empresa, entender de administração, finanças, logística, marketing, clima organizacional etc., deixando de ser apenas o “braço direito” do gestor, para atuar como membro efetivo nos poderes de decisão das organizações, atuando, por consequência, como agente facilitador das rotinas do dia a dia das empresas.
Aliado a isso, deve agregar ao seu currículo, ética profissional, relacionamento interpessoal, noções de hierarquia empresarial, fluxo da informação, habilidades essas imprescindíveis  para coordenar e supervisionar sua equipe de trabalho.
Reconhecidamente, a profissão de Secretário Executivo figura entre as três profissões que mais crescem no mundo. Esse destaque exige que o profissional invista sempre na sua qualificação, pois o mercado de trabalho precisa de profissionais competentes, alinhados às novas tendências mercadológicas, de forma a transformar os conhecimentos adquiridos em ferramentas primordiais para o estabelecimento de um plano de ação competitivo que leva as organizações a alcançar resultados satisfatórios. Consequentemente, a cada dia, a profissão será mais valorizada.


REFERÊNCIAS:
BRASIL. Lei no 7.377, de 30 de setembro de 1985. Dispõe sobre o Exercício da Profissão de Secretário, e dá outras Providências. Disponível Em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7377.htm>. Acesso em: 19 abr. 2013.
 BRASIL. Lei no 9.261, de 10 de janeiro de 1996. Altera a redação dos incisos I e II do art. 2º, o caput do art. 3º, o inciso VI do art. 4º e o parágrafo único do art. 6º da Lei nº 7.377, de 30 de setembro de 1985, que dispões sobre o exercício da Profissão de Secretário. Disponível em:<http://www.cosif.com.br/captura.asp?arquivo=lo9261>. Acesso em: 19 abr. 2013.

NATALENSE, M.L.C.  Secretária executiva: manual prático.  São Paulo: IOB, 1995.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

LIVROS DOADOS PARA O SISTEMA DE BIBLIOTECAS

Postado por
Patrícia  O. P. Almeida
Bibliotecária
 Divisão de Formação e Desenvolvimento da Coleção - BC

            O Departamento de Ciência da Informação fez a doação de 49 títulos de livros nacionais e importados ao Sistema de Bibliotecas, que servirão como apoio informacional para as atividades de ensino, pesquisa e extensão principalmente dos cursos de Graduação e Pós-graduação do referido departamento.

           Os livros foram adquiridos com recursos do "IV Seminário em Ciência da Informação - SECIN", promovido pelo Departamento em 2011.

A próxima edição do evento ocorrerá de 22 a 24 de maio de 2013.
As inscrições estão abertas no endereço http://www.uel.br/eventos/secin/ocs/index.php/secin2013/secin2013.




terça-feira, 9 de abril de 2013

“HORIZONTES DA ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO”

Postado pela
Profa. Dra. Brígida Maria Nogueira Cervantes 

Biblioteca Central da UEL recebe por doação dois exemplares do livro "Horizontes da Organização da Informação e do Conhecimento" organizado pela Profa. Dra. Brígida Maria Nogueira Cervantes, pesquisadora lotada no departamento de Ciência da Informação da UEL, atual coordenadora do Mestrado Profissional em Gestão da Informação.



A principal motivação para a produção desta obra foi a de reunir pesquisas de diferentes autores e Escolas de Ciência da Informação e Biblioteconomia do Brasil, os quais têm como interesse de estudo a Organização da Informação e do Conhecimento. Diante desse contexto, apresentamos Horizontes da Organização da Informação e do Conhecimento

A coletânea está organizada em oito capítulos e é destinada aos que buscam entendimento mais aprofundado de assuntos relacionados à Organização da Informação e do Conhecimento. Todavia, os autores não têm como pretensão abordar todos os aspectos históricos e filosóficos a respeito dos assuntos, nem todos os filósofos ou as correntes filosóficas sobre os conteúdos tratados. O leitor irá se deparar com algumas abordagens de natureza essencialmente teóricas, outras que se configuram como resultados de pesquisas, como também revisões de literatura.

O primeiro capítulo elaborado por Giulia Crippa trata “Os Sentidos da Ordem: narrativas literárias, visuais e cinematográficas sobre linguagens, catálogos e apropriação da informação”.

O segundo capítulo elaborado por Jorge de Barros Pires e Miguel Luiz Contani discute “O Caráter Normativo da Semiótica para a Organização da Informação e do Conhecimento”.

Em seguida, Silvana Drumond Monteiro apresenta “A Dobra Semiótica e os Agenciamentos Maquínicos: por uma ontologia das Tecnologias da Informação e Comunicação”.

O “Tesauros Conceituais e Ontologias de Fundamentação: aspectos interdisciplinares na representação de domínios de conhecimento” são destacados por Maria Luiza de Almeida Campos e Jackson da Silva Medeiros.

O próximo capítulo aborda em “Uma Perspectiva Diacrônica de Parâmetros e Modelos de Construção de Tesauros” por Brígida Maria Nogueira Cervantes e Mariângela Spotti Lopes Fujita.

As “Folksonomias e Dublin Core: contribuições para a descrição de recursos web” são estudados por Maria Elisabete Catarino e Ana Alice Baptista.
O capítulo a seguir elaborado por Rosane Suely Álvares Lunardelli e Paulo de Tarso Galembeck
expõe sobre “A Metarrepresentação do Assunto em Resumos de Textos Científicos: reflexões iniciais de uma proposta de estudos”.

Finalizando, o capítulo oito  discute “ O Ensino de Representação Descritiva nos cursos da área de Ciência da Informação no Brasil e Portugal” elaborado por Terezinha Batista de Souza.

Em seu conjunto, esta coletânea traduz o esforço de pesquisadores de diferentes Escolas do país envolvidos com a área da Organização da Informação e do Conhecimento. Tais contribuições reunidas pretendem suscitar novos momentos de troca e construção em torno desse campo de estudo que ganha proeminência a cada oportunidade de interação acadêmica.