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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Serviço de Referência Virtual (SRV): agilidade no atendimento

Postado por 
Maria Aparecida dos Santos Letrari
Bibliotecária
Divisão de Referência
Elizabete Puia
Técnica de Biblioteca
Divisão de Referência
Eduardo Ramanauskas
Aluno de Biblioteconomia
Estagiário da Divisão de Referência

Tudo aquilo que é feito ou usado para agilizar o atendimento converge para o bom desempenho dos serviços das bibliotecas e para a satisfação do usuário. A idéia ou “iniciativa” de prestar serviços de informação fora do espaço físico das bibliotecas nos últimos anos permite oferecer alguns serviços em ambiente Web e entre as ferramentas da Web 2.0, com certeza as redes sociais estão entre as mais prósperas e de maior atração. Para Catarino, Carvalho e Zaninelli (2012):

[...] é imprescindível que o bibliotecário conheça as tendências tecnológicas e acompanhe as mudanças, conhecendo assim novas ferramentas de informação e novos meios de comunicação e, ainda, quais serviços podem ser inseridos nesse contexto de redes sociais. Aprender e conhecer para que possa extrair todos os benefícios das tecnologias e usar mais as mídias sociais para executar tarefas profissionais, fazendo dessas mídias uma forma de aproximação com os usuários da comunidade a qual está inserida.

Para Galvão Neto e Silva (2010):
A disponibilização do SRV, através de uma página na Internet, tem gerado uma nova demanda para as bibliotecas, que a partir de então, independente da localização geográfica de seus usuários, permite o contato direto, facilitando o acesso à informação de forma rápida, com baixo custo, abrindo novos horizontes para a pesquisa, ou seja, a busca e obtenção de informações de qualquer tipo.

O grande motivador de um Serviço de Referência Virtual para os usuários é que eles recebam a informação rapidamente.  Assim, a Divisão de Referência do Sistema de Bibliotecas oferece serviços por meio da Internet, utilizando-se de diversas ferramentas de comunicação, onde se divulga e dissemina a informação. 

Ferramentas de Comunicação do Sistema de Bibliotecas:
·     Telefone: O telefone foi sem dúvida o primeiro contato no serviço de referência. Sua principal vantagem é o imediatismo da resposta ao usuário; as solicitações referem-se a informações sobre a biblioteca, esclarecimentos de dúvidas, reclamações, sugestões e o próprio serviço de referência, como por exemplo, normalização, pedido de fichas catalográficas, levantamento bibliográfico, entre outros;
·         E-mail - ainda em evidência a comunicação via e-mail é muito utilizada;
·    FAQ’s - Perguntas Frequentemente Feitas - tornaram-se um meio rápido de obter respostas às dúvidas e/ou informações acerca de determinado tema.
·   Fale Conosco – canal de atendimento onde as dúvidas/informações são direcionadas especificamente a cada Biblioteca;
·      Formulário via Web - disponibiliza formulários de forma estruturada, e em geral, o campo "obrigatório" é ideal para se certificar de que estão sendo incluídas  todas as informações necessárias;
·     Chat - um ponto de contato para receber solicitações, sugestões e reclamações, proporcionando aos usuários, resolver suas dúvidas e solicitações em tempo real com os atendentes;
·    Redes Sociais - divulga os serviços da biblioteca, eventos, entre outros, para que os usuários tenham visibilidade, interação e troca social.
Diante das tecnologias, a Divisão de Referência coloca à disposição dos usuários alguns serviços onde o atendimento pode ser presencial e/ou virtual como: normalização de documentos, pesquisa bibliográfica, comutação bibliográfica etc.
Um exemplo concreto de atendimento Virtual é o Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT), serviço que possibilita a localização e a obtenção de cópia de documentos técnico-científicos pertencentes ao acervo de outras instituições nacionais ou internacionais. O usuário interessado em fazer uso desse serviço poderá fazer sua solicitação pelo formulário on-line ou nas Bibliotecas da UEL, mediante o preenchimento de formulário. Após a localização do material, o usuário será informado sobre o custo do pedido e, mediante o pagamento, sua solicitação será efetivada. Os documentos são localizados através de catálogos como o CCN – Catálogo Nacional de Publicações Periódicas, e BIREME, BIBLIODATA e os Catálogos das Instituições Nacionais, para localização de livro. A localização no exterior é feita pela gerência do COMUT.
O Quadro a seguir quantifica o movimento dos artigos solicitados no primeiro semestre de 2013.

Quadro 1 – Solicitações COMUT/2013
SOLICITAÇÕES
ONLINE
SOLICITAÇÕES NO BALCÃO/PRESENCIAL

N. solicitantes
N. referências
N. solicitantes
N. referências
108
383
68
233
Fonte: Divisão de Referência


Assim, o Serviço de Referência Virtual (SRV) tornou-se uma opção adicional para os usuários, poupador de tempo até para os bibliotecários que desempenham um papel cada vez mais importante sobre a utilização de fontes de informação baseados na Web, e com o conhecimento das tecnologias em uso, permite assim, uma interatividade e dinamicidade com os usuários nas  habilidades ao acesso on-line e as novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Sendo assim, a equipe da Divisão de Referência do Sistema de Bibliotecas da UEL, trabalha e desenvolve habilidades necessárias para identificar mais recursos para que o Serviço de Referência Virtual (SRV) seja uma ferramenta para o processo de aprendizagem, formação e/ou suporte aos usuários.

Referências

CATARINO, Maria Elisabete; CARVALHO, Marcia Marques da Silva; ZANINELLI, Neide Maria Jardinette. Política para a manutenção de conteúdos nas redes sociais e no portal do sistema de bibliotecas da UEL. Disponível em:
< http://www.snbu2012.com.br/anais/pdf/4QXW.pdf>. Acesso em 2 set. 2013.

GALVÃO NETO, Sebastião Lopes; SILVA, Eliane Ferreira da. Serviço de referência virtual: uma análise nas Bibliotecas Universitárias de Natal. Disponível em: <>. Acesso em: 2 set. 2013.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Comemoração dos 24 anos da BSEAAJ

Postado por
Eliane M. S. Jovanovich
Bibliotecária da Biblioteca Setorial do
Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos - BSEAAJ


                No dia 19 de outubro a Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos completou seu  24º aniversário. A BSEAAJ é uma biblioteca especializada em Direito e atende especificamente os alunos e professores que estão no EAAJ.
                Para comemorar esta data, que culminou com a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, foi planejado uma exposição de fotos dos últimos 03 anos, retratando os espaços da biblioteca e algumas das atividades desenvolvidas no decorrer desse período. A exposição ficará disponível até 25 de outubro data que finaliza as comemorações que marcam a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca.


"Parabéns à Biblioteca Setorial do EAAJ!
O jurista para ter uma eficiente prática jurídica precisa estar apoiado em
boas teorias e precedentes jurisprudenciais. Nesse contexto a BSEAAJ tem mostrado grande importância, oportunizando um ambiente de estudo adequado e auxiliando nas diversas pesquisas dos nossos acadêmicos e futuros operadores do direito.”
Prof. Ivan Martins Tristão - Dpto. Direito PUB/EAAJ"



 “A Biblioteca do EAAJ vem, ao longo desses anos, revelando-se um indispensável instrumento de trabalho para implementação dos objetivos almejados que é o ensino e a prática jurídica, sem os quais, mesmo diante dos meios eletrônicos hoje disponíveis, esses objetivos não seriam alcançados. Como também indispensável é a organização diária do acervo bem como a  sua renovação constante, mesmo que tímida, pelos escassos recursos disponíveis, tarefa  atribuída aos servidores Bibliotecários, merecedores de nosso agradecimento e gratidão, desejando à Instituição um Feliz Aniversário.”  
Prof. Antonio Carlos Lovato – Depto . Direito Público.





terça-feira, 1 de outubro de 2013

O Uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) pela Biblioteca Setorial da Clínica Odontológica (BS/COU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Postado por
Angela Maria Dalla Torre
Bibliotecária da BS/COU-UEL

A informação é o que impulsiona a sociedade do conhecimento, se tornando um elemento essencial e que gera o desenvolvimento da mesma.  Sendo assim, a tecnologia contribui de forma significativa para a mudança dos cenários das organizações, principalmente no que se refere à estruturação, fluxo e processamento da informação.
As bibliotecas também estão sofrendo várias mudanças com a tecnologia da informação e comunicação (TICs). De acordo com Moreira e Maia (2013) “à facilidade do acesso a essas tecnologias e à diminuição de seus custos, o usuário comum da tecnologia tem se tornado cada vez mais qualificado e equipado”.
Na área odontológica as TICs também representam uma importante ferramenta, “pois propiciam o uso de novas mídias educacionais que propiciam aos estudantes o exercício da capacidade de procurar e selecionar informações”. (FONTANELLA; SCHARDOSSIM; LARA, 2007, p. 76).
Acompanhando essas mudanças a Biblioteca Setorial da Clínica odontológica (BS/COU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem investido em TICs, prestando serviços de busca online da informação, consulta ao Portal de Periódicos da CAPES e outros sites de busca, levantamentos bibliográficos e normalização de produções científicas.
A BS/COU é colaboradora da Rede SIEO (Sistema de Informação Especializada em Odontologia), indexando as revistas Perionews, Dental Press Endodontics e Prothesis Laboratoty in Science na Base LILACS, e as teses de mestrado e doutorado na base BBO. Também é biblioteca solicitante do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e biblioteca cooperante do Serviço Cooperativo de Acesso a Documentos (SCAD) da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) para comutação bibliográfica e faz divulgação de eventos em seu diretório de eventos, o DirEve.
Para Lastres e Albaghi (1999, p. 160) “ao incrementar os fluxos de comunicação internos e externos às firmas, as TICs podem estimular a transformação do conhecimento tácito em conhecimento codificado”.
Recentemente a BS/COU começou a fazer uso das redes sociais. Foi criada uma página no Facebook para divulgar notícias atualizadas da área de odontologia e recentes aquisições. A página é www.facebook.com/bibliotecacou.
A BS/COU cumpre um importante papel na atualização de seu acervo e consulta de referências em assuntos científicos da área de Odontologia, serviço disponibilizado aos alunos, docentes, técnicos administrativos e comunidade externa.

Referências

FONTANELLA, Vânia; SCHARDOSIM, Márcia; LARA, Maria Cristina. Tecnologias de informação no ensino da odontologia. Revista da ABENO, São Paulo, v.7, n.1, p. 76-81, jan./abr. 2007.

LASTRES, Helena; ALBAGLI, Sarita (Orgs.). A informção e a globalização na era do conhecimento. Campus: Rio de Janeiro, 1999. Disponível em: <http://www.liinc.ufrj.br/pt/attachments/055_saritalivro.pdf>. Acesso em: 25 ago. 2013.


MOREIRA, Alex; MAIA, Luiz Claudio Gomes. Tecnologias da informação, mudança e administração pública. Datagramazero, v.14, n.2, 2013. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/abr13/F_I_art.htm>. Acesso em: 25 ago. 2013.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Estantes virtuais

Biblioteca Digital da UEL disponibiliza informação e conhecimento à comunidade acadêmica e à população

Plínio Venditto


A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Londrina foi implantada em 2005 com a finalidade de criar e disponibilizar bases de dados digitais em texto completo da produção científica, tecnológica, artística e cultural da UEL. Partindo do princípio de que toda universidade é detentora da geração de informação e conhecimento, os quais são inacessíveis ao público em geral, e ao utilizar a Internet com o site www.bibliotecadigital.uel.br, a Biblioteca Digital da UEL possibilita um importante ambiente de acesso, integrando produtores, distribuidores e usuários.
É realidade que novas tecnologias de informação e comunicação interagem no cotidiano das pessoas, e dessa forma impulsionam as instituições de ensino a buscarem modernização continua em suas estruturas com o objetivo de disseminar essa informação e esse conhecimento à sociedade, tornando-se também uma questão essencial para o desenvolvimento e maturidade da pesquisa científica brasileira.
Tendo como parâmetro que uma biblioteca universitária deve suprir as necessidades informacionais da comunidade acadêmica no desempenho de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, o Sistema de Bibliotecas da UEL focou sua preocupação na produção do conhecimento dos pesquisadores da Instituição, disponibilizando-o em uma base de dados digitais. Hoje, o banco de dados é composto de 2.650 trabalhos e já foram contabilizados mais de 113.130 downloads de textos. Também há de se ressaltar que a Biblioteca Digital exerce papel de fundamental importância, uma vez que é considerada um grande diferencial para as avaliações dos cursos da Instituição junto a CAPES e ao MEC.

                               Sistema

O sistema utilizado na Biblioteca Digital é o Nou-Rau, desenvolvido pela UNICAMP. A exemplo da UNICAMP, a BD da UEL, desde sua implantação, foi concebida como um sistema integrado, inclusive disponibilizando teses e dissertações dos cursos em nível de pós-graduação (Stricto Sensu).
A Biblioteca Digital da UEL compõe a Rede Brasileira de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Em âmbito internacional, fará parte da Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD), coordenado pela Virginia Institute of Technology and State University (Virginia Tech).
O comprometimento institucional é imprescindível para a qualidade da Biblioteca Digital. A universidade pública deve ter o compromisso de disponibilizar o conhecimento desenvolvido em seu espaço, não apenas à comunidade acadêmica, mas à população em geral.


Inserção na base de dados

Todas as dissertações defendidas na UEL devem, obrigatoriamente, ter uma cópia em CD-ROM encaminhada à Biblioteca Central, juntamente com termo de autorização do autor e orientador no qual determina a data em que seu trabalho poderá ser divulgado na Internet. Após ser recebido e registrado na base interna da BC, é realizada a descrição temática da obra e, posteriormente, a inserção no sistema automatizado da biblioteca. Na seqüência, o trabalho é padronizado dentro das normas da ABNT, ou outras como APA, VANCOUVER e IEE, seguindo os critérios específicos da Biblioteca Digital. Em seguida, é convertido em formato PDF.
Concluídas essas etapas, o trabalho é inserido no site da BD sendo disponibilizado para consultas e donwloads, obedecido o prazo estipulado ou restrições que forem impostas pelo autor/orientador. Todas as inserções efetuadas são registradas para efeito de controle estatístico mensal. No próprio site da Biblioteca Digital é registrada a quantidade de acessos e donwloads efetuados pelos usuários que buscarem os documentos. (P.V.)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

LIVRO DOADO PARA O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UEL

Postado por
Rinaldo de Barros Rodrigues
Bibliotecário
Divisão de Formação e Desenvolvimento da Coleção do SB/UEL


           O Sistema de Bibliotecas da UEL recebeu por doação da autora Rosana Peres (educadora na rede estadual), 04 exemplares da obra: “O que você queria saber sobre direito tributário e tinha medo de perguntar, 2ª edição.”
A obra é voltada principalmente para quem busca conhecimentos sobre o assunto, mas não quer ler um livro técnico e científico. Possui uma linguagem acessível e se dá por meio de perguntas e respostas, o que facilita a sua compreensão, nos auxiliando a entender e compreender o que e porque pagamos os tributos. Há explanações sobre o que são alíquotas, medidas provisórias, lançamentos, taxas, tributos, entre outros. No final do livro tem uma relação de frases latinas, jurisprudências e a relação completa e atualizada dos tributos cobrados em nosso país.

            Os livros estão disponíveis para consultas e empréstimos nos acervos da Biblioteca Central,  Biblioteca Setorial de Ciências Humanas e Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bibliotecárias do SB/UEL participaram do XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD)

          Participaram do XXV CBBD, realizado em Florianópolis de 7 a 10 de julho a diretora do Sistema de Bibliotecas da UEL, Maria Elisabete Catarino e as bibliotecárias Dirce Missae Suzuki, Vilma Feliciano de Jesuz, da Biblioteca Setorial do CCS/HU (BSHU) e a bibliotecária Eliane M. S. Jovanovich da Biblioteca Setorial do EAAJ (BSEAAJ), que participou também do 4º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas (SNDIJ) que aconteceu paralelamente ao CBBD. 
      As bibliotecárias participaram de reuniões técnicas que ocorreram paralelamente ao evento, o que proporcionou várias análises sobre os avanços científicos e tecnológicos e o quanto está inserido no cotidiano das bibliotecas e no fazer do profissional bibliotecário oportunizando algumas reflexões sobre as grandes mudanças que estão surgindo com esse advento.
          As conferências e os anais do evento estão disponíveis para acesso na internet.











terça-feira, 20 de agosto de 2013

POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PARA DOCUMENTOS ELETRÔNICOS

Postado por
Geneviane Duarte Dias
Bibliotecária da Divisão de Formação e
Desenvolvimento da Coleção do Sistema de Bibliotecas da UEL.


                        Com o avanço das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), é fundamental inferir que as atividades que envolvem o Desenvolvimento de Coleções transformaram-se substancialmente ao modelo, por ela empregada; foram adicionados elementos resultantes dessa explosão tecnológica, como, por exemplo, os documentos eletrônicos. Tal circunstância tornou-se possibilidades reais com as quais temos que conviver e daí decorre a dificuldade primordial na elaboração das políticas de desenvolvimento de coleções, antes desenvolvidas especificamente para materiais tradicionais e atualmente também, para documentos eletrônicos. 
                        A política de desenvolvimento de coleções, por excelência, constitui a pedra fundamental de toda coleção, seja ela física ou eletrônica, e é evidente que esta atividade está sofrendo alterações significativas em sua composição. Ao se desenvolver uma política para o desenvolvimento de coleções, deve-se considerar todos os formatos para inclusão na coleção, principalmente os documentos eletrônicos, bem como, devem ser analisadas as questões relativas a suporte técnico, licenças, evitar duplicações de informações já disponíveis e considerar a facilidade de acesso, espaço de armazenagem, entre outros itens necessários para o sucesso dessa implantação.
                         Há discussões consideráveis na literatura referentes à forma de apresentação das políticas de desenvolvimento de coleções dedicadas aos documentos eletrônicos. Alguns autores que consideram que essa política para documentos eletrônicos deve compreender os mesmos elementos que permeiam uma política para documentos impressos, enquanto há autores que recomendam que seja elaborada uma política mais apropriada e específica para os documentos eletrônicos.
                        As maiores bibliotecas do mundo estão tendo seus acervos digitalizados, como é o caso da Biblioteca do Congresso Americano, da Biblioteca Nacional da França e da Biblioteca do Vaticano. Uma enquete efetuada há alguns anos pela American Library Association (ALA) junto a 163 bibliotecas colegiais e universitárias americanas revelou que somente 21% desses estabelecimentos possuem política de desenvolvimento de suas coleções eletrônicas. Paralelamente, no Brasil, as bibliotecas brasileiras vêm desenvolvendo esforços no sentido de depositarem seus registros em meio digital, disponibilizando-os na Internet, onde surgem como grandes catálogos e fortes provedores de informação. Grande parte das bibliotecas universitárias brasileiras já marca presença na Internet, onde já disponibilizaram seus catálogos e serviços em seus próprios sites.
                        Evidencia-se a importância de estudos referentes à política de desenvolvimento de coleções para documentos eletrônicos. Nesse panorama, as bibliotecas universitárias são peças fundamentais nesse processo e cabe a elas atender e suprir as demandas informacionais da sua comunidade universitária, cumprindo assim adequadamente suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
                        Este artigo pode ser lido na íntegra no estudo de Dias, Silva e Cervantes (2012) o qual releva como as bibliotecas universitárias nacionais e internacionais estão trabalhando com a política de desenvolvimento de coleções para documentos eletrônicos, identificando um crescimento relevante e a expansão das políticas referentes aos documentos eletrônicos, ainda em fase inicial.

Referências

DIAS, G. D.; SILVA, T. E.; CERVANTES, B. M. N. Política de desenvolvimento de coleções para documentos eletrônicos: tendências nacionais e internacionais. Enc. Bibli: R. Eletr. Bib. Ci. Inf., Florianópolis, v. 17, n. 34, p.42-56, maio/ago., 2012. Disponível em:



segunda-feira, 1 de julho de 2013

BIBLIOTECA CENTRAL: UM ESPAÇO PARA O ESTUDO

Postado por 
Marina Aiko Nagai
Auxiliar Administrativo
 Divisão de Circulação/Setor de Periódicos do SB/UEL

A Biblioteca Central da UEL (BC/UEL) possui vários ambientes de estudos, tanto para estudos em grupo quanto para estudos individuais, onde cada um tem a sua preferência.
Em especial, um grupo de usuários tem chamado a atenção pela sua frequência na BC/UEL, mais especificamente no acervo de periódicos. Trata-se de um seleto grupo de ex-alunos da UEL que, com muita disciplina, não medem esforços para seus objetivos: passar em concursos públicos.
Faça sol ou faça chuva eles enfrentam a maratona de estudos e consideram a BC um local onde conseguem se concentrar, trocar informações com seus pares,  acessar as informações nos suportes bibliográficos e digitais etc. Utilizam os notebooks com o acesso a rede Wi-fi da universidade,  como uma ferramenta a mais para alcançar seus objetivos, como apoio às suas pesquisas e às vídeo aulas online.
Esses usuários alegam que na biblioteca a atenção e o ambiente os ajudam a  se concentrarem nos seus objetivos, ao passo que em outros ambientes inevitavelmente a interferência externa, ou seja, do telefone, da televisão, do vizinho, enfim, os dispersam e desviam de seus verdadeiros focos de estudo.
Alguns deles já não se encontram mais aqui na Biblioteca, nem em Londrina, nem no Estado do Paraná, mas em outros locais desse imenso país que é o nosso Brasil. Estão atuando como profissionais nas esferas federal, estaduais e municipais. Plantaram a boa semente e estão colhendo os frutos, na busca de seus sonhos servindo a nação e cumprindo assim sua missão.. Cada dia procurando melhorar aquilo que sabem, fazendo sempre o melhor de si.
Como um incentivo a mais para passar nos concursos  veja os mantras do concurso público por William Douglas no site http://www.osconcurseirosderondonia.com.br/2012/10/mantras-do-concurso-publico-william.html

1 - "A diferença entre o sonho e a realidade é a quantidade certa de tempo e trabalho" 

2 - "Concurso não se faz para passar, mas até passar." 

3 - "Concurso público: a dor é temporária; o cargo é para sempre." 

4 - "Se você tem um plano, vai acabar executando-o; se você não tem um plano, o executado é você." 

5 - "A vitória se alcança com a conjugação e equilíbrio da mente com o corpo." 

6 - "Não há felicidade delivery, você precisa ir buscá-la dentro de si mesmo e nas escolhas que você faz." 

7 - "Estudar e fazer provas não é um obstáculo; estudar e fazer provas é um caminho." (parafraseando Amyr Klink, que diz que "o mar não é um obstáculo, o mar é um caminho")

8 - “Quem com concurseiros anda, em concursos passa.” 

9- “Hoje é um ótimo dia para se estar vivo!” 

10 - “Não importa quão boa seja sua desculpa, seria muito melhor você não estragar seu sonho por causa dela” (inspirado em citação de Alan Cooper, webdesigner) 

11 - “O futuro é um pouco incerto, mas muito promissor” (frase de autoria de Fontenele) 

12 - "Se você tentar, poderá dar errado; se você não tentar nunca poderá dar certo. Se você tentar e não der certo, se for melhorando um dia dará".

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A IMPORTÂNCIA DOS DADOS ESTATÍSTICOS COMO INDICADOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELO SB/UEL

Erika Lima
Bibliotecária - Divisão de Circulação
Juliana D. Amaro Cardoso
Técnica de Biblioteca - Divisão de Circulação

A coleta de dados estatísticos tem por objetivo divulgar os dados numéricos dos serviços prestados pelo Sistema de Bibliotecas da UEL, servindo como base para a distribuição de recursos financeiros para aquisição de materiais bibliográficos e fornecer dados às publicações oficiais da Universidade.
Os dados estatísticos são imprescindíveis no processo de avaliação de coleções que, segundo Barcelos e Gomes (2013) deve-se procurar adquirir obras da bibliografia básica recomendada pelos professores, por indicações da Comissão de Biblioteca, pela demanda de usuários e também na interpretação das estatísticas de uso da biblioteca.
É pertinente ao Setor de Circulação da Biblioteca Central da UEL –BC/UEL, fazer a coleta e o acompanhamento destes procedimentos, verificando se os mesmos estão sendo feitos de acordo com as normas e manuais de serviços internos.
Os dados numéricos são coletados, seguindo o Manual de Estatísticas da Divisão de Circulação, da seguinte forma: consulta de livros e periódicos; frequência e atendimento de usuários, empréstimo de materiais de informação e serviços de restauração e pequenos reparos.
As estatísticas são feitas mensalmente por cada uma das bibliotecas pertencentes ao Sistema de Bibliotecas da UEL. Os dados são enviados à Divisão de Circulação para serem inseridos em quadros específicos e posteriormente enviados à secretaria da BC até o dia 10 de cada mês para posterior encaminhamento a Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN). Os demais dados estatísticos coletados constam no relatório anual da Divisão de Circulação.
Para controle e avaliação desses resultados são imprescindíveis os relatórios estatísticos mensais, que oferecem dados para o relatório anual das atividades. Este é o melhor índice para julgar a eficiência e a utilidade da biblioteca e um grande auxílio para: seleção de obras (aponta as mais consultadas), a identificação dos horários mais frequentados e a verificação de diminuição ou crescimento de frequência.
A análise dos relatórios seja mensal, anual, ou de projetos específicos, possibilita a avaliação dos objetivos estabelecidos, tornando possível detectar eventuais desvios e efetuar as correções necessárias.


Referência: 


BARCELOS, Maria Elisa Americano do Sul; GOMES, Maria Lúcia Barcelos Martins.  Preparando sua biblioteca para avaliação do MEC.  Disponível em: <http://repositorio.cfb.org.br/bitstream/123456789/495/1/PREPARANDO%20SUA%20BIBLIOTECA%20PARA%20AVALIA%C3%87%C3%83O%20DO%20MEC.pdf> Acesso em: 16 maio 2013.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A QUESTÃO DO PLÁGIO

Postado pela Profa. Richele G. Vignoli
Mestranda em Ciência da Informação
Depto Ciência da Informação - UEL

·           O QUE É CITAR?
“Transcrever, referir ou mencionar como autoridade [...]” (HOUAISS; VILLAR,  2001, p. 712).

·           O ATO DE CITAR REPRESENTA...
ü      Credibilidade;
ü      Confiabilidade;
ü      Honestidade;
ü      Comprovação;
ü      Embasamento teórico;
ü      Profissionalismo;
ü      Ética e
ü      Respeito.

·           PARA A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (2002, p. 01), CITAÇÃO É:
“Menção de uma informação extraída de outra fonte.”

·           O QUE É PLÁGIO?
Segundo Houaiss e Villar (2001) é:
1.      Ato ou efeito de plagiar;
2.      Apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, de obra intelectual produzido por outra pessoa;
3.      Imitar, copiar, tomar posse.

·           PLAGIÁRIO
ü      Indivíduo que comete plágio.

·           O CRIME DO PLÁGIO
O ato de plagiar é crime no Brasil e no mundo;
Quem comete plágio está cometendo ato de roubo, furto, apropriação indevida, e é considerado como CRIMINOSO.


·           TIPOS DE PLÁGIO
v     PLÁGIO PARCIAL
Para Nery et al. (201[?]) é a cópia idêntica de trechos, frases, parágrafos, partes, páginas, sem creditar o autor, sem citá-lo.

v     PLÁGIO MESMO CITANDO
Para Nery et a.l (201[?]), ocorre quando o aluno/pesquisador substitui palavras ou trechos do autor. Assim, o aluno/pesquisador dá crédito ao autor, mas o texto citado é diferente do original.

v     PLÁGIO MESMO CITANDO
Para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) – (2012, grifo nosso) existem algumas formas de plágio, como por exemplo:

Fabricação ou invenção de dados - consiste na apresentação de dados ou resultados inverídicos.”

E também:

Falsificação: consiste na manipulação fraudulenta de resultados obtidos de forma a alterar-lhes o significado, sua interpretação ou mesmo sua confiabilidade. Cabe também nessa definição a apresentação de resultados reais como se tivessem sido obtidos em condições diversas daquelas efetivamente utilizadas. (CNPQ, 2012, grifo nosso).

v     PLÁGIO CONCEITUAL
Para Nery et al. (201?] é a cópia da ideia, do pensamento do autor sem citá-lo.
Ocorre quando o aluno/pesquisador se baseia no autor, mas ao escrever com as suas próprias palavras, conclui que a autoria passa a ser sua e não mais do autor.

v     AUTOPLÁGIO
Para o CNPQ (2012) “Consiste na apresentação total ou parcial de textos já publicados pelo mesmo autor, sem as devidas referências aos trabalhos anteriores.”
Assim, o autor cita o que já escreveu anteriormente e age como se o texto fosse inédito.

·           LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

·           LEI DE DIREITO AUTORAL - 9.610/1998

Art. 1º
“Esta Lei regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhes são conexos.”

Art. 7º
“Define as obras intelectuais que são protegidas por lei: considerando como obras intelectuais ‘as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro.’”

·           CÓDIGO CIVIL
Art. 524
“[   ] a lei assegura ao proprietário o direito de usar, gozar e dispor de seus bens, e de reavê-los do poder de quem quer que, injustamente, os possua.”

·           CÓDIGO PENAL
Art. 184
“Violar direitos do autor e os que lhe são conexos.”

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

Art. 299
Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, se o documento é particular.

·           REGIMENTO GERAL DA UEL (2012)
Seção II Corpo Discente
Art. 181. O corpo discente está sujeito às seguintes sanções:
I. advertência;
II. repreensão;
III. suspensão;
IV. exclusão.

A repreensão aplicar-se-á nos casos de:

Art. 183
III. improbidade ou colaboração fraudulenta na execução de obrigações e trabalhos acadêmicos (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA, 2012).



REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT).  NBR 10520: 2002: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

BRASIL. Código civil [1976]. São Paulo: Saraiva, 1997.

BRASIL. Código penal. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 1997. 

BRASIL. Lei de Direito Autoral nº.  9.610 de 19.02.1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Congresso Nacional Brasileiro: Brasília, 1998. 

CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO (CNPQ).  Ética e integridade na prática científica. Disponível em: http://www.cnpq.br/normas/lei_po_085_11.htm#relatorio>. Acesso em: 02  mar. 2013.

HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

NERY, G.  et al. Nem tudo que parece é: entenda o que é plágio. Niterói – RJ: Universidade Federal Fluminense (UFF), 201[ ?]. Disponível em: <http://www.noticias.uff.br/arquivos/cartilha-sobre-plagio-academico.pdf>. Acesso em: 27 mar. 2013.


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terça-feira, 4 de junho de 2013

DOCENTE FRANCESA VISITA O ACERVO DE LITERATURA DE CORDEL DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UEL.

Postado por
Izabel Maria de Aguiar
Bibliotecária
Divisão de Circulação do Sistema de Bibliotecas da UEL.
Juliana Amaro Cardoso
Técnica de Biblioteca
 Divisão de Circulação do Sistema de Bibliotecas da UEL.

A professora Anne-Marie Lemos, da Universidade de Poitiers de Letras e  Línguas, na França, visitou a Universidade Estadual de Londrina (UEL) no  dia 09/05/2013. Ela esteve na UEL por intermédio de convênio entre as duas universidades e aproveitou para conhecer o acervo de folhetos de Literatura de Cordel da Biblioteca Central da UEL.
Nascida em Portugal, mas vivendo na França, Anne-Marie é professora de Língua e Cultura Portuguesa e Brasileira em Poitiers. Anne-Marie esteve acompanhada da professora Raimunda de Brito Batista, pesquisadora de Literatura de Cordel, do Departamento de Ciências Sociais (CCH), do professor José Júlio Nunes Ferreira, coordenador do projeto de Literatura de Cordel do Departamento de Ciências Sociais e da bibliotecária Izabel Maria de Aguiar.
Na Biblioteca Central, ela foi recebida pela diretora do Sistema de Bibliotecas, professora Maria Elisabete Catarino, e aproveitou para conhecer o acervo de  aproximadamente sete mil exemplares de Folhetos de Cordel da BC e também  conversar com os estagiários do projeto. Depois da visita à BC, Anne-Marie visitou a Rádio FM/UEL, onde concedeu uma entrevista para a jornalista Patrícia Zanin, que foi veiculada no programa Modos de Vida - Comportamento e Cultura, e pode ser ouvida pelo link: http://www.uel.br/uelfm/arquivo.php?id=10760.
No final da tarde, em visita à reitora Profa. Dra. Nádina Aparecida Moreno, a professora Anne-Marie discutiu a possibilidade de aprofundar ainda mais a relação entre as duas instituições. O assessor de Relações Internacionais da UEL, Manuel Simões, informou que a UEL vem defendendo a destinação de recursos próprios para proporcionar a mobilidade de estudantes da área de Humanas. As solicitações já foram encaminhadas à Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e Ministério da Educação.

OBSERVAÇÃO: O acervo de Literatura de Cordel da BC está todo microfilmado, digitalizado e pode ser consultado através do Sistema Gerenciador de Biblioteca Virtua. Para isso, basta acessar o catálogo da Biblioteca no site: http://virtua.uel.br:8000/cgi-bin/gw/chameleon, e fazer a  pesquisa pelo autor, título ou assunto. Em virtude dos direitos autorais, a Biblioteca disponibiliza em seu site apenas as referências dos folhetos e não o folheto na integra, mesmo estando com toda a coleção digitalizada.