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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DEPREDAÇÃO DE MATERIAIS BIBLIOGRÁFICOS

Postado por Osny Francisco Terciotti - Bibliotecário da Divisão de Circulação da BC-UEL
Profa. Ms. Maria Aparecida Lopes-Docente do Depto. de Ciência da Informação do CECA/UEL, responsável pela Disciplina de Preservação de Documentos.
Colaboradora da Biblioteca Central para questões de preservação de documentos.

          Os acervos são danificados por vários agentes de deterioração, dentre eles a luz, temperatura, umidade, poluição, incêndios, inundações, insetos, roedores e o próprio homem.
            As bibliotecas devem voltar sua atenção para as questões relativas à preservação de suas coleções, procurando conhecer os problemas que afetam as condições de conservação e planejando ações que venham solucionar os problemas detectados, tanto de forma preventiva como curativa.
            Um dos grandes depredadores de acervos é o homem. Danifica os materiais pela falta de cuidados no manuseio e pratica o vandalismo.
            O manuseio incorreto contribui para a desestruturação física dos materiais. O uso de marcadores de páginas confeccionados com papéis ácidos; o uso de clips e grampos metálicos; umedecer o dedo na saliva para virar as páginas; comer enquanto manuseia o livro; apoiar os cotovelos sobre o livro aberto durante a leitura, são algumas das ações que contribuem para a degradação dos documentos.
              O vandalismo inclui todos os atos que atentam contra o patrimônio, sendo o mais comum as mutilações dos materiais bibliográficos.
               Os atos de vandalismo prejudicam os próprios usuários, na medida em que as obras são retiradas de circulação para reparos, pois são eles que mais se beneficiam com as informações contidas nos documentos.
                O prejuízo financeiro nas instituições também é evidente, pois poucos são os recursos destinados à recuperação das obras danificadas e reposição daquelas sem condições de recuperação.   
                Diante do grande número de obras danificadas, as bibliotecas buscam alternativas como os sistemas de segurança eletrônicos, as catracas, os guarda-volumes, os sistemas de vigilância internos, as grades nas janelas, tudo isso visando minimizar a ação dos vândalos. Campanhas de conscientização sobre a importância do patrimônio cultural, bem como a orientação quanto ao manuseio correto, auxiliam na manutenção dos materiais bibliográficos em bom estado de conservação.

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