Páginas

terça-feira, 20 de agosto de 2013

POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PARA DOCUMENTOS ELETRÔNICOS

Postado por
Geneviane Duarte Dias
Bibliotecária da Divisão de Formação e
Desenvolvimento da Coleção do Sistema de Bibliotecas da UEL.


                        Com o avanço das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), é fundamental inferir que as atividades que envolvem o Desenvolvimento de Coleções transformaram-se substancialmente ao modelo, por ela empregada; foram adicionados elementos resultantes dessa explosão tecnológica, como, por exemplo, os documentos eletrônicos. Tal circunstância tornou-se possibilidades reais com as quais temos que conviver e daí decorre a dificuldade primordial na elaboração das políticas de desenvolvimento de coleções, antes desenvolvidas especificamente para materiais tradicionais e atualmente também, para documentos eletrônicos. 
                        A política de desenvolvimento de coleções, por excelência, constitui a pedra fundamental de toda coleção, seja ela física ou eletrônica, e é evidente que esta atividade está sofrendo alterações significativas em sua composição. Ao se desenvolver uma política para o desenvolvimento de coleções, deve-se considerar todos os formatos para inclusão na coleção, principalmente os documentos eletrônicos, bem como, devem ser analisadas as questões relativas a suporte técnico, licenças, evitar duplicações de informações já disponíveis e considerar a facilidade de acesso, espaço de armazenagem, entre outros itens necessários para o sucesso dessa implantação.
                         Há discussões consideráveis na literatura referentes à forma de apresentação das políticas de desenvolvimento de coleções dedicadas aos documentos eletrônicos. Alguns autores que consideram que essa política para documentos eletrônicos deve compreender os mesmos elementos que permeiam uma política para documentos impressos, enquanto há autores que recomendam que seja elaborada uma política mais apropriada e específica para os documentos eletrônicos.
                        As maiores bibliotecas do mundo estão tendo seus acervos digitalizados, como é o caso da Biblioteca do Congresso Americano, da Biblioteca Nacional da França e da Biblioteca do Vaticano. Uma enquete efetuada há alguns anos pela American Library Association (ALA) junto a 163 bibliotecas colegiais e universitárias americanas revelou que somente 21% desses estabelecimentos possuem política de desenvolvimento de suas coleções eletrônicas. Paralelamente, no Brasil, as bibliotecas brasileiras vêm desenvolvendo esforços no sentido de depositarem seus registros em meio digital, disponibilizando-os na Internet, onde surgem como grandes catálogos e fortes provedores de informação. Grande parte das bibliotecas universitárias brasileiras já marca presença na Internet, onde já disponibilizaram seus catálogos e serviços em seus próprios sites.
                        Evidencia-se a importância de estudos referentes à política de desenvolvimento de coleções para documentos eletrônicos. Nesse panorama, as bibliotecas universitárias são peças fundamentais nesse processo e cabe a elas atender e suprir as demandas informacionais da sua comunidade universitária, cumprindo assim adequadamente suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
                        Este artigo pode ser lido na íntegra no estudo de Dias, Silva e Cervantes (2012) o qual releva como as bibliotecas universitárias nacionais e internacionais estão trabalhando com a política de desenvolvimento de coleções para documentos eletrônicos, identificando um crescimento relevante e a expansão das políticas referentes aos documentos eletrônicos, ainda em fase inicial.

Referências

DIAS, G. D.; SILVA, T. E.; CERVANTES, B. M. N. Política de desenvolvimento de coleções para documentos eletrônicos: tendências nacionais e internacionais. Enc. Bibli: R. Eletr. Bib. Ci. Inf., Florianópolis, v. 17, n. 34, p.42-56, maio/ago., 2012. Disponível em:



Nenhum comentário:

Postar um comentário