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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aprendiz de Bibliotecário

Postado por 
Maria Aparecida dos Santos Letrari
Bibliotecária da Divisão de Referência do SB/UEL

Eduardo Ramanauskas
Aluno do 3º ano de Biblioteconomia e
Estagiário da Divisão de Referência do SB/UEL


É indiscutível o impacto que o estudante recém-formado recebe ao sair das universidades quando ingressa direto no mercado do trabalho. O estágio é fundamental na redução deste impacto. Possibilita ao aluno adquirir experiência na realização do trabalho sistematizado, uma vez que muitas das informações teóricas não se concretizam na prática vivenciada no mundo profissional.
O estágio faz parte do processo de formação do futuro profissional, pois proporciona ao mesmo, a aplicação prática do que foi aprendido durante o curso, colabora no crescimento individual e coletivo, possibilitando um maior entendimento e assimilação do turbilhão de informações recebidas no mundo acadêmico.
Conforme Sergio Ferreira Pantaleão, podemos avaliar o conceito de estágio:

Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. (PANTALEÃO, 2010).


A Divisão de Referência da Biblioteca Central da UEL conta com um estagiário do Curso de Biblioteconomia. Essa colaboração com o jovem estudante permite a troca de experiências, consequentemente, o campo de estágio ajuda a formar as novas gerações de profissionais que o país necessita.
O estagiário agrega novas ideias, é rico em criatividade e vem acompanhado do conhecimento das novas tecnologias disponíveis atualmente.
Segue o depoimento do aluno do 3º ano de Biblioteconomia Eduardo Ramanauskas, o Aprendiz de Bibliotecário da Divisão de Referência.

“Vida de estagiário não é fácil não. É bem parecido com a de um aprendiz mesmo, você acha que sabe alguma coisa, mas não sabe nada. Você pensava que era de um jeito, mas não é. Você acha que vai fazer tudo com um chefe, mas não acontece bem assim. É difícil aprender algo que você já aprendeu como certo dos professores, mas estágio é justamente para quebrar esse paradigma, não é? Eu comecei a mais ou menos dois anos e gozo hoje de um conhecimento razoável de alguns aspectos da Divisão de Referência. Acha que é pouco? Não é, acredite. O estágio me muda e me molda, percebo isso a cada dia que passa. Aprendo um pouco mais e principalmente o que o pessoal chama de jogo de cintura é uma atitude normal na Divisão de Referência.
Eu via a Divisão de Referência como uma cabine de informações simples, rápida e direta. É como disse no começo, não é bem assim. Você dá as informações, mas há um monte de trabalho para se fazer enquanto você passa a informação. Estranho pensar que de tudo um pouco o pessoal pergunta a uma pessoa que fica no balcão da referência: onde fica o banheiro, que horas são e se o time tal ganhou. Se você não teve que responder perguntas assim, acho que você não trabalhou na Divisão de Referência.
Lógico que além de informações completamente inusitadas que você tem que passar, e a partir daquele momento conhecer, é necessário também aprender a normalizar, saber o que significa COMUT e que “não sei onde isso fica” não é uma resposta muito aceitável. Assim, enquanto corrigimos trabalhos, respondemos perguntas, temos de nos preocupar com o por que de tantas perguntas. Será que a placa do banheiro está visível? Será que um relógio de parede resolveria o problema? Será que é o caso de dar um treinamento? Isso mesmo, se você é uma pessoa esperta você concluiu que, quem faz essas perguntas e resolve esses problemas é a pessoa, também esperta, da Divisão de Referência. É verdade, quase esqueci, tem os treinamentos.
A Divisão de Referência trata também das bases de dados, assim como os professores pregam, mas a maioria não sabe o que é base de dados e nem como utilizá-la, então é a Divisão de Referência que precisa elaborar um treinamento para uma comunidade muitas vezes especifica para conseguir ensiná-los a serem proficientes na busca. Por isso que no começo disse que com quase dois anos eu não conheço tudo de referência, porque não é pouca coisa e por mais que você esteja preparado com anos de experiência, acontece algo que você nunca esperava, para fazer com que você tenha que se mexer e ir atrás de mais uma  informação.
Não me entenda mal, é trabalho pra caramba, mas não é tão cansativo como se pensa. As perguntas inéditas, as novas sagas em busca de melhorias animam e renovam as pessoas. Muitas de minhas chefes estão há anos trabalhando na referência e talvez eu entenda o por quê. E é essa a conclusão que eu tenho de estágio, você aprende na sala o que é, e vem no estágio para ver o que é de verdade, e se gosta, fica. Recomendo para quem quer mesmo ser um profissional, de verdade. Recomendo!”


PANTALEÃO, Sérgio Ferreira. Estágio: riscos de descaracterização. Disponível em: . Acesso em: 14 maio 2012.

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